segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pesquisa CNT/Sensus mostra empate técnico entre Serra e Dilma

A centésima pesquisa do Instituto Sensus ( veja post neste blog), divulgada nesta segunda-feira, 1º, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra que a diferença entre o governador de São Paulo e pré-candidato tucano, José Serra, e a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata petista, Dilma Rousseff, caiu praticamente pela metade, de 10,1% em novembro para 5,4% em janeiro.

Segundo o levantamento, o tucano aparece com 33,2% e a ministra com 27,8% das inteções de voto, no cenário estimulado com o pré-candidato do PSB, Ciro Gomes, que aparece com 11,9%. Na mesma lista, Marina Silva (PV) tem 6,8% dos votos. Com Serra e Dilma no segundo turno, a vantagem do tucano cai de 18,6%, em novembro, para 6,9%, em janeiro.

No cenário com Ciro, se computada a margem de erro de 3 pontos porcentuais para cima ou para baixo, Serra e Dilma ficam tecnicamente empatados. Serra subiu de 31,8%, em novembro, para 33,2%, em janeiro; Dilma foi de 21,7% para 27,8%; já Ciro, caiu de 17,5% para 11,9%; e Marina Silva subiu de 5,9% para 6,8%.

Na lista sem Ciro Gomes, Serra cresce 0,2 pontos porcentuais, passando de 40,5%, em novembro, para 40,7% ,em janeiro. Já Dilma ganhou cinco pontos porcentuais, subindo para 28,5% - tinha 23,5% em novembro. Marina também cresce, de 8,1% para 9,5%, Brancos e nulos caíram de 13,8% para 11,4%.

Para o técnico da Sensus Ricardo Guedes, os dados da pesquisa mostram que Dilma "parece começar a extrapolar o limite de transferência de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva". Ele explicou que o potencial de transferência do presidente é de aproximadamente 20%, mas Dilma já está superando esse patamar. "Ela caminha para a consolidação de sua candidatura." A pesquisa CNT/Sensus foi feita com 2 mil eleitores entre os dias 25 e 29 de janeiro.

Na chamada pesquisa espontânea, em que o eleitor não recebe listas para escolher os candidatos, Dilma ultrapassou numericamente Serra pela primeira vez. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda lidere com 18,7%, mesmo sem poder disputar um terceiro mandato, Dilma chegou aos 9,5%, 0,2 ponto porcentual a frente de Serra, que teve 9,3%. Aécio Neves tem 2,1%, seguido de Marina Silva, com 1,6% e Ciro Gomes, 1,2%.

No entanto, Ricardo Guedes ressalta que apesar de Dilma estar numericamente à frente de Serra, a situação é de empate técnico. No que tange à rejeição, Dilma tinha em novembro passado um índice de 34,4%, a segunda maior e entre os pré-candidatos. Em janeiro, porém, caiu para 28,4% e passou a ter a menor rejeição entre os presidenciáveis. Já a pré-candidata do PV, Marina Silva, tem o maior índice de rejeição, com 36,6%. A rejeição de Serra é de 29,7%, enquanto a de Ciro é de 30,3%.

A simulação para um eventual segundo turno, Serra tem 44% contra Dilma, com 37,1%. Em novembro, os números eram 46,8% e 28,2%, respectivamente. Nos outros dois cenários, Ciro Gomes perde tanto para Serra (47,6% a 26,7%) como para Dilma (43,3% a 31%).

"A pesquisa mostra que a ministra passa a ser uma candidata competitiva e intuitivamente diria que Serra parece estabilizado", comentou Ricardo Guedes. Segundo ele, fazendo uma comparação mais retroativa, o avanço da candidatura da ministra é mais evidente. Na pesquisa de segundo turno realizada em fevereiro de 2008, Serra tinha 57,9% dos votos e Dilma aparecia com apenas 9,2%.

A popularidade do governo e do presidente Lula continua crescendo dentro de um patamar elevado. Segundo a pesquisa, a aprovação do governo atingiu em janeiro 71,4% ante 70% registrados em novembro de 2009. Já a aprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 78,9% em novembro do ano passado para 81,7% em janeiro deste ano.

C/ Agência Estado

Um comentário:

  1. Napoleão Bonaparte1 de fevereiro de 2010 12:42

    coitado do luiz paulo vellozo lucas. terá que dar expediente no BNDES onde não comparece desde 1991, quando iniciou sua carreira no ES a partir do Governo Albuino.
    Ele não comparece, mas sempre optou pelo ótimo salário que ganha lá, mesmo sendo quando secretário de estado, prefeito de capital e, agora, deputado federal.

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