sábado, 10 de abril de 2010

Lula a El País neste domingo: "Não podemos admitir países armados até os dentes e outros desarmados"

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"Vou perguntar ao presidente Obama sobre o significado de seu recente acordo com Medvedev na desativação de ogivas entre os E.U.A. e Rússia. Desativação de quê? Porque, se nós estamos falando sobre o que já expirou não faz sentido. Tenho também em minha casa uma caixa de medicamentos que recebo e que expiram. Ou nós somos sérios sobre o desarmamento ou não podemos admitir que exista um grupo de países armados até os dentes e outros desarmados".

"Eu disse a Obama, Merkel e Sarkozy para falarem com o Irã", disse Lula

Assim se explicou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, em uma conversa com Juan Luis Cebrian, jornalista e diretor executivo do El País, que teve lugar sexta-feira (9) passada na sede do Governo brasileiro. Lula, que vai participar a partir de amanhã em Washington da reunião sobre segurança nuclear, recebeu Cebrián para tratar também da preparação de um seminário sobre o Brasil que El País e o jornal Valor  (brasileiro) realizam no próximo mês em Madrid.

"O Paquistão tem a bomba atômica, Israel também. É compreensível que aqueles que se sentem pressionados por uma situação dessas possam pensar em criar as suas próprias também. Não temos o direito de colocar ninguém contra a parede, para a prática a tática do tudo ou nada ", disse o chefe do estado brasileiro.

"Expliquei a Obama, Sarkozy, Merkel, que é preciso falar com o Irã", acrescentou Lula. "É um grande país, com uma cultura própria, que criou uma civilização. É necessário que os iranianos saibam que podem enriquecer urânio para fins pacíficos e que os outros tenham a garantia de que é somente para tais fins pacíficos. Você não pode partir do preconceito de que Ahmadinejad é um terrorista que deve ser isolado. Temos de negociar. Quero falar com ele sobre essas questões até o último minuto. E o único limite para a posição do Brasil é de respeitar as resoluções das Nações Unidas, de que o meu país faz parte".

C/ El País

Filho de Bob Dylan lança disco solo

Jakob Dylan, cantor e filho do lendário Bob Dylan, lançou recentemente seu segundo disco solo. Nos anos 90, Jakob participou do grupo Wallflowers.

Women + Country traz elementos de música country, blues e folk, aliados a voz bacana do compositor. Ou seja, ele tem as mesmas referências musicais do pai.

O disco foi lançado pela Columbia Records e registra 11 faixas produzidas pelo aclamado produtor T-Bone Burnett, que já trabalhou com Jakob, em 1996, no CD do Wallflowers, Bringing Down the Horse.

Ainda não há previsão de lançamento de Women + Country no Brasil.

C/ R7 Entretenimento

O Blog: Para agradar a todos os públicos, as favoritas de Maura Fraga (Bob Dylan, Like a Rolling Stone) e Talita Fraga (Jakob Dylan, no grupo Wallflowers, canta One Headlight).



Sem Roberto e internada, Lady Laura completa 95 anos

Neste sábado (10),  a capixaba Lady Laura Braga, mãe do cantor Roberto Carlos, completa 95 anos de idade. Ela está internada desde o dia 31 de março no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

De acordo com informações do último boletim médico, divulgado quarta-feira (7), Lady Laura permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva do hospital e apresenta melhora progressiva do quadro. Ela responde aos estímulos, porém seu estado de saúde continua grave. Com diagnóstico de infecção pulmonar, a mãe de Roberto Carlos ainda respira com a ajuda de aparelhos.

Na noite deste sábado, Roberto Carlos tem show marcado em Miami, como parte da turnê em comemoração aos seus 50 anos de carreira.

Laura Moreira Braga,conhecida como Lady Laura, de 94 anos, foi internada por volta das 2h da madrugada do dia 31 de abril, no Hospital Copa D´Or. Ela deu entrada na unidade em estado grave, após sofrer uma bronquioaspiração. Em seguida, a mãe do Rei teve uma insuficiência respiratória e mais tarde desenvolveu uma pneumonia.

Usando um de seus carros, Roberto Carlos acompanhou a ambulância que levou a mãe. Na unidade, ficou em uma sala reservada enquanto aguardava os primeiros procedimentos. Em seguida, visitou a mãe no CTI e cumprimentou médicos e enfermeiros. Laura foi imortalizada na canção Lady Laura, composta por Roberto e Erasmo Carlos no ano de 1978. São raras as aparições em público de Laura que residiu em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, onde nasceu o filho cantor.

C/JB on line

"Sex and The City 2", é difícil esperar até julho


Estréia no segundo semestre, no Brasil, "Sex and The City 2", sobre as complicações que as amigas Carrie, Miranda, Charlote e Samantha encaram no dia- a- dia. Quem viu o primeiro vai descobrir que a vida de fantasia das meninas ficou para trás. Agora elas lidam com os filhos e trabalho, mas arranjam um tempo para uma viagem ao deserto.

O filme tem participações especiais de Penélope Cruz, Liza Minelli e Miley Cyrus. O ex-namorado de Carrie, Aidan Shaw, interpretado por Corbett, também retorna. Bem, o resto,  é ver o que vem por aí no trailer oficial. E aguardar julho, época prevista para o lançamento.

Vale treina 540 maquinistas em simulador 3D

A Vale vai tirar todos os 540 maquinistas de dentro dos trens e, assim como acontece com os pilotos de avião, treiná-los em um simulador tridimensional.

A tecnologia é mais segura e economiza tempo e dinheiro, segundo o diretor de Operações Logísticas, Humberto Freitas Na frente da tela, eles enfrentarão situações como a de chuva forte, animais na pista e subidas acentuadas. "O minério é uma commodity com valor agregado muito baixo. Precisamos buscar eficiência o tempo todo, principalmente nos detalhes", explica Freitas.

A informação foi  antecipada por este blog no dia 8 de fevereiro (veja post) com detalhes sobre o início,  em março, no Centro de Excelência em Logística (CEL), em Vitória (ES), dos testes com um simulador de operação de trens desenvolvido em parceria da Vale com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

O equipamento, que recebeu investimentos de R$ 2,5 milhões, possibilita a reprodução fiel das malhas ferroviárias da Vale, em tecnologia 3D. A imagem produzida em 3D mostra o comportamento do trem, ao longo de todo o trajeto de uma ferrovia, sob diferentes condições climáticas.

Segundo a Vale, o simulador de realidade virtual vai reproduzir as malhas das estradas de ferro Vitória a Minas (EFVM), Carajás (EFC), Norte Sul (FNS) e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Juntas, elas somam mais de 10 mil quilômetros de linha. 

C/ Portal Exame

Sepultado em São Paulo, o pai de Faustão

O corpo do pai do apresentador Fausto Silva, da Rede Globo, Maury Corrêa da Silva, 88 anos, foi enterrado às 12h deste sábado (10) em Campinas, a 93 km de São Paulo. O velório do pai de Faustão aconteceu numa capela do Cemitério Parque Flamboyant, no bairro Jardim das Palmeiras. Segundo informações do cemitério, Maury morreu na sexta-feira (9).

Neste domingo (11), o programa Domingão do Faustão, da TV Globo, será transmitido de São Paulo. A gravação está confirmada.

Beleza!

" A sanidade do vice-presidente da Repúbica continua intacta".

" Ao se ‘descandidatar’, o vice livra o país de ter de aturar as interinidades de José Sarney na Presidência da República".

O Blog: Postado por Josias de Souza, em seu blog, no Folha on Line neste sábado ( 10), ao comentar a renúncia do vice José Alencar em disputar o Senado. A primeira interinidade de Sarney seria neste domingo ( veja no blog) quando o presidente Lula viaja para os Estados Unidos.

Um presente para Sarney

Um dos últimos atos de Hélio Costa como ministro das Comunicações foi um presente para José Sarney. Costa assinou uma portaria que, na prática, amplia o poder de alcance do império televisivo da família Sarney. A rede Mirante, repetidora da Globo no Maranhão, presidida por Fernando Sarney, poderá agora ceder sua programação para ser retransmitida integralmente por uma TV de Pinheiro, a cidade natal do patriarca.

Por Lauro Jardim- Veja on line

Irmão gêmeo do presidente polonês desistiu de viajar na útima hora para Katyn

Jaroslaw Kaczynski, irmão gêmeo do falecido presidente polonês Lech Kaczynski  (os dois na foto) e líder da oposição conservadora, desistiu na última hora de viajar para a Rússia, onde hoje caiu o avião presidencial e morreram todos os passageiros, pelo menos 96.

Ontem (9), de última hora, Jaroslaw Kaczynski decidiu não viajar para a Rússia por causa do delicado estado de saúde de sua mãe, informa hoje (10) a edição digital do diário "Rzeszpospolita".

Seu lugar no fatídico acidente foi ocupado pelo deputado Przemyslaw Gosiewski, do Partido Lei e Justiça, companheiro de partido dos gêmeos Kaczynski. "Ele (Gosiewski) estava muito esperançoso em ir a esta viagem", explica outro membro do Partido, que lamenta como essa esperança se transformou em tragédia.

Rússia culpa pilotos pela morte do presidente da Polônia

As autoridades russas atribuem o acidente com o avião presidencial polonês —em que morreram o presidente, Lech Kaczynski, sua mulher, e ocupantes de altos cargos— à atitude dos pilotos do avião, por desobedecerem às ordens dos operadores de voo.

O avião, un Tupolev TU-154 que saiu de Varsóvia, se espatifou a alguns quilômetros da pista de aterrisagem do aeroporto militar de Smolensk, no oeste da Rússia.

"A tripulação decidiu prosseguir o voo", disse ao primeiro ministro russo Vladimir Putin o enviado do Kremlin ao local, Guennadi Poltávchenko. A uns cem metros do lugar do desastre se encontra o "centro da crisie", de onde Putin dirige a comissão de investigação criada pelo presidente russo, Dimitri Medvédev, para esclarecer os acontecimentos.

.O comandante do avião recusou a sugestão das autoridades russas de que aterrisasse em Moscou ou Minsk, a capital da Bielorrusia.  "O piloto decidiu por conta própria" efetuar a aterrisagem embora a visibiliade na zona devido a uma densa névoa fosse de apenas 400 metros em vez dos 1.000 que estabelecem as normas", afirmou o ministro russo dos Transportes, Ígor Levitin.

As caixas pretas do avião que registram as manobras efetuadas foram encontradas e transferidas para estudos em Moscou.

C/ El Mundo

Leia íntegra do discurso de Dilma em São Bernardo

A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, se encontrou com sindicalistas em São Bernardo hoje. Leia abaixo a íntegra do discurso de Dilma em São Bernardo:

"Companheiros e Companheiras do ABC.

Estou aqui hoje e quero aproveitar este momento para me identificar com maior clareza. Os da oposição precisam dizer quem são. Vocês sabem quem eu sou, e vão saber ainda mais. O que eu fiz, o que planejo fazer e, uma coisa muito importante, o que eu não faço de jeito nenhum. Por isso gostaria de dizer que:

1. Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções. Em cada época da minha vida, fiz o que fiz por acreditar no que fazia. Só segui o que a minha alma e o meu coração mandavam. Nunca me submeti. Nunca abandonei o barco.

2. Eu não sou de esmorecer. Vocês não me verão entregando os pontos, desistindo, jogando a toalha. Vou lutar até o fim por aquilo em que acredito. Estarei velhinha, ao lado dos meus netos, mas lutando sempre pelos meus princípios. Por um País desenvolvido com oportunidades para todos, com renda e mobilidade social, soberano e democrático; 

3. Eu não apelo. Vocês não verão Dilma Rousseff usando métodos desonestos e eticamente condenáveis para ganhar ou vencer. Não me verão usando mercenários para caluniar e difamar adversários. Não me verão fazendo ou permitindo que meus seguidores cometam ataques pessoais a ninguém. Minhas críticas serão duras, mas serão políticas e civilizadas. Mesmo que eu seja alvo de ataques difamantes.

4. Eu não traio o povo brasileiro. Tudo o que eu fiz em política sempre foi em defesa do povo brasileiro. Eu nunca traí os interesses e os direitos do povo. E nunca trairei. Vocês não me verão por aí pedindo que esqueçam o que afirmei ou escrevi. O povo brasileiro é a minha bússola. A eles dedico meu maior esforço. É por eles que qualquer sacrifício vale a pena. 

5. Eu não entrego o meu país. Tenham certeza de que nunca, jamais me verão tomando decisões ou assumindo posições que signifiquem a entrega das riquezas nacionais a quem quer que seja. Não vou destruir o estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente. Não permitirei, se tiver forças para isto, que o patrimônio nacional, representado por suas riquezas naturais e suas empresas públicas, seja dilapidado e partido em pedaços. O estado deve estar a serviço do interesse nacional e da emancipação do povo brasileiro.

6 Eu respeito os movimentos sociais. Esteja onde estiver, respeitarei sempre os movimentos sociais, o movimento sindical, as organizações independentes do povo. Farei isso porque entendo que os movimentos sociais são a base de uma sociedade verdadeiramente democrática. Defendo com unhas e dentes a democracia representativa e vejo nela uma das mais importantes conquistas da humanidade. Tendo passado tudo o que passei justamente pela falta de liberdade e por estar lutando pela liberdade, valorizo e defenderei a democracia. Defendo também que democracia é voto, é opinião. Mas democracia é também conquista de direitos e oportunidades. É participação, é distribuição de renda, é divisão de poder. A democracia que desrespeita os movimentos sociais fica comprometida e precisa mudar para não definhar. O que estamos fazendo no governo Lula e continuaremos fazendo é garantir que todos sejam ouvidos. Democrata que se preza não agride os movimentos sociais. Não trata grevistas como caso de polícia. Não bate em manifestantes que estejam lutando pacificamente pelos seus interesses legítimos.

Companheiras e companheiros,

Aquele país triste, da estagnação e do desemprego, ficou pra trás. O povo brasileiro não quer esse passado de volta.

Acabou o tempo dos exterminadores de emprego, dos exterminadores de futuro. O tempo agora é dos criadores de emprego, dos criadores de futuro.

Porque, hoje, o Brasil é um país que sabe o quer, sabe aonde quer chegar e conhece o caminho. É o caminho que Lula nos mostrou e por ele vamos prosseguir. Avançando. Com a força do povo e a graça de Deus."

C/ Imagem Estadão

PT planeja ter 200 mil para 'lutar' na web

O PT vai pôr um exército de 200 mil filiados na internet, na primeira etapa da campanha de Dilma Rousseff, com a tarefa de convencer os eleitores a votar na favorita do presidente Lula.

O cálculo tem como referência o número de cadastrados na rede de e-mails do partido, para quem a cúpula petista enviou mensagens nesta semana, convocando todos a atuarem como guerrilheiros da blogosfera.

A campanha pelo computador é considerada decisiva pelo PT. Dilma agora terá um Twitter, seguindo os passos do ex-governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB ao Planalto. "Eu uso bem essa ferramenta há um bom tempo. Acho o Twitter essencial", disse Serra.

GUERRA VIRTUAL

Dilma e Serra travarão hoje, uma guerra virtual. Enquanto 20 computadores estarão disponíveis no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, para apresentar as mídias sociais do PSDB - como Facebook, Twitter e Youtube - no lançamento da pré-candidatura de Serra, o portal do PT transmitirá ao vivo o ato em São Bernardo do Campo com Dilma e Lula em defesa do emprego.

O ex-diretor da Campus Party Brasil, Marcelo Branco, vai coordenar a campanha de Dilma na rede e disse que internautas serão municiados com informações sobre o governo Lula para se contrapor aos críticos do PT.

"Não entraremos no jogo da baixaria, de quem não tem proposta", afirmou Branco. A disputa plebiscitária entre Dilma e Serra, sonhada por Lula, será levada às comunidades oficiais criadas em blogs, no Orkut e Facebook.

Integrada por profissionais que cuidaram, em 2008, da campanha pela internet do então candidato à Presidência dos EUA, Barack Obama, a equipe de Dilma vai pôr na rede dados comparativos entre o governo Lula e o de Fernando Henrique Cardoso.

O Brasil tem hoje 52 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, mais de um quarto da população. A juventude é alvo de todos os discursos de Dilma. 

C/ Informações Folha de S. Paulo

Leia íntegra do discurso de José Serra no lançamento de pré-candidatura

O PSDB lança hoje em Brasília a pré-candidatura do ex-governador José Serra à Presidência. Para quem não pode acompanhar o discurso do tucano ou a cobertura ao vivo realizada por outros portais, segue a íntegra do que foi dito pelo político:

O Brasil pode mais.

Venho hoje, aqui, falar do meu amor pelo Brasil; falar da minha vida; falar da minha experiência; falar da minha fé; falar das minhas esperanças no Brasil. E mostrar minha disposição de assumir esta caminhada. Uma caminhada que vai ser longa e difícil mas que com a ajuda de Deus e com a força do povo brasileiro será com certeza vitoriosa.

Alguns dias atrás, terminei meu discurso de despedida do Governo de São Paulo afirmando minha convicção de que o Brasil pode mais. Quatro palavras, em meio a muitas outras. Mas que ganharam destaque porque traduzem de maneira simples e direta o sentimento de milhões de brasileiros: o de que o Brasil, de fato, pode mais. E é isto que está em jogo nesta hora crucial!

Nos últimos 25 anos, o povo brasileiro alcançou muitas conquistas: retomamos a Democracia, arrancamos nas ruas o direito de votar para presidente, vivemos hoje num país sem censura e com uma imprensa livre. Somos um Estado de Direito Democrático. Fizemos uma nova Constituição, escrita por representantes do povo. Com o Plano Real, o Brasil transformou sua economia a favor do povo, controlou a inflação, melhorou a renda e a vida dos mais pobres, inaugurou uma nova Era no Brasil.

Também conquistamos a responsabilidade fiscal dos governos. Criamos uma agricultura mais forte, uma indústria eficiente e um sistema financeiro sólido. Fizemos o Sistema Único de Saúde, conseguimos colocar as crianças na escola, diminuímos a miséria, ampliamos o consumo e o crédito, principalmente para os brasileiros mais pobres. Tudo isso em 25 anos. Não foram conquistas de um só homem ou de um só Governo, muito menos de um único partido. Todas são resultado de 25 anos de estabilidade democrática, luta e trabalho. E nós somos militantes dessa transformação, protagonistas mesmo, contribuímos para essa história de progresso e de avanços do nosso País. Nós podemos nos orgulhar disso.

Mas, se avançamos, também devemos admitir que ainda falta muito por fazer. E se considerarmos os avanços em outros países e o potencial do Brasil, uma conclusão é inevitável: o Brasil pode ser muito mais do que é hoje.

Mas para isso temos de enfrentar os problemas nacionais e resolvê-los, sem ceder à demagogia, às bravatas ou à politicagem. E esse é um bom momento para reafirmarmos nossos valores. Começando pelo apreço à Democracia Representativa, que foi fundamental para chegarmos aonde chegamos. Devemos respeitá-la, defendê-la, fortalecê-la. Jamais afrontá-la.

Democracia e Estado de Direito são valores universais, permanentes, insubstituíveis e inegociáveis. Mas não são únicos. Honestidade, verdade, caráter, honra, coragem, coerência, brio profissional, perseverança são essenciais ao exercício da política e do Poder. É nisso que eu acredito e é assim que eu ajo e continuarei agindo. Este é o momento de falar claro, para que ninguém se engane sobre as minhas crenças e valores. É com base neles que também reafirmo: o Brasil, meus amigos e amigas, pode mais.

Governos, como as pessoas, têm que ter alma. E a alma que inspira nossas ações é a vontade de melhorar a vida das pessoas que dependem do estudo e do trabalho, da Saúde e da Segurança. Amparar os que estão desamparados.

Sabem quantas pessoas com alguma deficiência física existem no Brasil? Mais de 20 milhões - a esmagadora maioria sem o conforto da acessibilidade aos equipamentos públicos e a um tratamento de reabilitação. Os governos, como as pessoas, têm que ser solidários com todos e principalmente com aqueles que são mais vulneráveis.

Quem governa, deve acreditar no planejamento de suas ações. Cultivar a austeridade fiscal, que significa fazer melhor e mais com os mesmos recursos. Fazer mais do que repetir promessas. O governo deve ouvir a voz dos trabalhadores e dos desamparados, das mulheres e das famílias, dos servidores públicos e dos profissionais de todas as áreas, dos jovens e dos idosos, dos pequenos e dos grandes empresários, do mercado financeiro, mas também do mercado dos que produzem alimentos, matérias-primas, produtos industriais e serviços essenciais, que são o fundamento do nosso desenvolvimento, a máquina de gerar empregos, consumo e riqueza.

O governo deve servir ao povo, não a partidos e a corporações que não representam o interesse público. Um governo deve sempre procurar unir a nação. De mim, ninguém deve esperar que estimule disputas de pobres contra ricos, ou de ricos contra pobres. Eu quero todos, lado a lado, na solidariedade necessária à construção de um país que seja realmente de todos.

Ninguém deve esperar que joguemos estados do Norte contra estados do Sul, cidades grandes contra cidades pequenas, o urbano contra o rural, a indústria contra os serviços, o comércio contra a agricultura, azuis contra vermelhos, amarelos contra verdes. Pode ser engraçado no futebol. Mas não é quando se fala de um País. E é deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o nosso Brasil.

Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão. Pode haver uma desavença aqui outra acolá, como em qualquer família. Mas vamos trabalhar somando, agregando. Nunca dividindo. Nunca excluindo. O Brasil tem grandes carências. Não pode perder energia com disputas entre brasileiros. Nunca será um país desenvolvido se não promover um equilíbrio maior entre suas regiões. Entre a nossa Amazônia, o Centro Oeste e o Sudeste. Entre o Sul e o Nordeste. Por isso, conclamo: Vamos juntos. O Brasil pode mais. O desenvolvimento é uma escolha. E faremos essa escolha. Estamos preparados para isso.

Ninguém deve esperar que joguemos o governo contra a oposição, porque não o faremos. Jamais rotularemos os adversários como inimigos da pátria ou do povo. Em meio século de militância política nunca fiz isso. E não vou fazer. Eu quero todos juntos, cada um com sua identidade, em nome do bem comum.

Na Constituinte fiz a emenda que permitiu criar o FAT, financiar e fortalecer o BNDES e tirar do papel o seguro-desemprego - que hoje beneficia 10 milhões de trabalhadores. Todos os partidos e blocos a apoiaram. No ministério da Saúde do governo Fernando Henrique tomei a iniciativa de enviar ou refazer e impulsionar seis projetos de lei e uma emenda constitucional - a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Agência Nacional de Saúde, a implantação dos genéricos, a proibição do fumo nos aviões e da propaganda de cigarros, a regulamentação dos planos de saúde, o combate à falsificação de remédios e a PEC 29, que vinculou recursos à Saúde nas três esferas da Federação - todos, sem exceção, aprovados pelos parlamentares do governo e da oposição. É assim que eu trabalho: somando e unindo, visando ao bem comum. Os membros do Congresso que estão me ouvindo, podem testemunhar: suas emendas ao orçamento da Saúde eram acolhidas pela qualidade, nunca devido à sua filiaç ão partidária.

Se o povo assim decidir, vamos governar com todas e com todos, sem discriminar ninguém. Juntar pessoas em vez de separá-las; convidá-las ao diálogo, em vez de segregá-las; explicar os nossos propósitos, em vez de hostilizá-las. Vamos valorizar o talento, a honestidade e o patriotismo em vez de indagar a filiação partidária.

Minha história de vida e minhas convicções pessoais sempre estiveram comprometidas com a unidade do país e com a unidade do seu povo. Sou filho de imigrantes, morei e cresci num bairro de trabalhadores que vinham de todas as partes, da Europa, do Nordeste, do Sul. Todos em busca de oportunidade e de esperança.

A liderança no movimento estudantil me fez conhecer e conviver com todo o Brasil logo ao final da minha adolescência. Aliás, na época, aprendi mesmo a fazer política no Rio, em Minas, na Bahia e em Pernambuco, aos 21 anos de idade. O longo exílio me levou sempre a enxergar e refletir sobre o nosso país como um todo.

Minha história pessoal está diretamente vinculada à valorização do trabalho, à valorização do esforço, à valorização da dedicação. Lembro-me do meu pai, um modesto comerciante de frutas no mercado municipal: doze horas de jornada de trabalho nos dias úteis, dez horas no sábado, cinco horas aos domingos. Só não trabalhava no dia 1 de janeiro. Férias? Um luxo, pois deixava de ganhar o dinheiro da nossa subsistência. Um homem austero, severo, digno. Seu exemplo me marcou na vida e na compreensão do que significa o amor familiar de um trabalhador: ele carregava caixas de frutas para que um dia eu pudesse carregar caixas de livros.

E eu me esforço para tornar digno o trabalho de todo homem e mulher, do ser humano como ele foi. Porque vejo a imagem de meu pai em cada trabalhador. Eu a vi outro dia, na inauguração do Rodoanel, quando um dos operários fez questão de me mostrar com orgulho seu nome no mural que eu mandei fazer para exibir a identidade de todos os trabalhadores que fizeram aquela obra espetacular. Por que o mural? Por justo reconhecimento e porque eu sabia que despertaria neles o orgulho de quem sabe exercer a profissão. Um momento de revelação a si mesmos de que eles são os verdadeiros construtores nesta nação.

Eu vejo em cada criança na escola o menino que eu fui, cheio de esperanças, com o peito cheio de crença no futuro. Quando prefeito e quando governador, passei anos indo às escolas para dar aula (de verdade) à criançada da quarta série. Ia reencontrar-me comigo mesmo. Porque tudo o que eu sou aprendi em duas escolas: a escola pública e a escola da vida pública. Aliás, e isto é um perigo dizer, com freqüência uso senhas de computador baseadas no nome de minhas professoras no curso primário. E toda vez que escrevo lembro da sua fisionomia, da sua voz, do seu esforço, e até das broncas, de um puxão de orelhas, quando eu fazia alguma bagunça.

Mas é por isso tudo que sempre lutei e luto tanto pela educação dos milhões de filhos do Brasil. No país com que sonho para os meus netos, o melhor caminho para o sucesso e a prosperidade será a matrícula numa boa escola, e não a carteirinha de um partido político. E estou convencido de uma coisa: bons prédios, serviços adequados de merenda, transporte escolar, atividades esportivas e culturais, tudo é muito importante e deve ser aperfeiçoado. Mas a condição fundamental é a melhora do aprendizado na sala de aula, propósito bem declarado pelo governo, mas que praticamente não saiu do papel. Serão necessários mais recursos. Mas pensemos no custo para o Brasil de não ter essa nova Educação em que o filho do pobre freqüente uma escola tão boa quanto a do filho do rico. Esse é um compromisso.

É preciso prestar atenção num retrocesso grave dos últimos anos: a estagnação da escolaridade entre os adolescentes. Para essa faixa de idade, embora não exclusivamente para ela, vamos turbinar o ensino técnico e profissional, aquele que vira emprego. Emprego para a juventude, que é castigada pela falta de oportunidades de subir na vida. E vamos fazer de forma descentralizada, em parcerias com estados e municípios, o que garante uma vinculação entre as escolas técnicas e os mercados locais, onde os empregos são gerados. Ensino de qualidade e de custos moderados, que nos permitirá multiplicar por dois ou três o número de alunos no país inteiro, num período de governo. Sim, meus amigos e amigas, o Brasil pode mais.

Podemos e devemos fazer mais pela saúde do nosso povo. O SUS foi um filho da Constituinte que nós consolidamos no governo passado, fortalecendo a integração entre União, Estados e Municípios; carreando mais recursos para o setor; reduzindo custos de medicamentos; enfrentando com sucesso a barreira das patentes, no Brasil e na Organização Mundial do Comércio; ampliando o sistema de atenção básica e o Programa Saúde da Família em todo o Brasil; prestigiando o setor filantrópico sério, com quem fizemos grandes parcerias, dos hospitais até a prevenção e promoção da Saúde, como a Pastoral da Criança; fazendo a melhor campanha contra a AIDS do mundo em desenvolvimento; organizando os mutirões; fazendo mais vacinações; ampliando a assistência às pessoas com deficiência; cerceando o abuso do incentivo ao cigarro e ao tabaco em geral. E muitas outras coisas mais. De fato, e mais pelo que aconteceu na primeira metade do governo, a Saúde estagnou ou avançou pouco. Mas a Saúde pode avanç ar muito mais. E nós sabemos como fazer isso acontecer.

Saúde é vida, Segurança também. Por isso, o governo federal deve assumir mais responsabilidades face à gravidade da situação. E não tirar o corpo fora porque a Constituição atribui aos governos estaduais a competência principal nessa área. Tenho visto gente criticar o Estado Mínimo, o Estado Omisso. Concordo. Por isso mesmo, se tem área em que o Estado não tem o direito de ser mínimo, de se omitir, é a segurança pública. As bases do crime organizado estão no contrabando de armas e de drogas, cujo combate efetivo cabe às autoridades federais. Ou o governo federal assume de vez, na prática, a coordenação efetiva dos esforços nacionalmente, ou o Brasil não tem como ganhar a guerra contra o crime e proteger nossa juventude.

Qual pai ou mãe de família não se sente ameaçado pela violência, pelo tráfico e pela difusão do uso das drogas? As drogas são hoje uma praga nacional. E aqui também o Governo tem de investir em clínicas e programas de recuperação para quem precisa e não pode ser tolerante com traficantes da morte. Mais ainda se o narcotráfico se esconde atrás da ideologia ou da política. Os jovens são as grandes vítimas. Por isso mesmo, ações preventivas, educativas, repressivas e de assistência precisam ser combinadas com a expansão da qualificação profissional e a oferta de empregos.

Uma coisa que precisa acabar é a falsa oposição entre construir escolas e construir presídios. Muitas vezes, essa é a conversa de quem não faz nem uma coisa nem outra. É verdade que nossos jovens necessitam de boas escolas e de bons empregos, mas se o indivíduo comete um crime ele deve ser punido. Existem propostas de impor penas mais duras aos criminosos. Não sou contra, mas talvez mais importante do que isso seja a garantia da punição. O problema principal no Brasil não são as penas supostamente leves. É a quase certeza da impunidade. Um país só tem mais chance de conseguir a paz quando existe a garantia de que a atitude criminosa não vai ficar sem castigo. 

Eu quero que meus netos cresçam num país em que as leis sejam aplicadas para todos. Se o trabalhador precisa cumprir a lei, o prefeito, o governador e o presidente da República também tem essa obrigação. Em nosso país, nenhum brasileiro vai estar acima da lei, por mais poderoso que seja. Na Segurança e na Justiça, o Brasil também pode mais.

Lembro que os investimentos governamentais no Brasil, como proporção do PIB, ainda são dos mais baixos do mundo em desenvolvimento. Isso compromete ou encarece a produção, as exportações e o comércio. Há uma quase unanimidade a respeito das carências da infra-estrutura brasileira: no geral, as estradas não estão boas, faltam armazéns, os aeroportos vivem à beira do caos, os portos, por onde passam nossas exportações e importações, há muito deixaram de atender as necessidades. Tem gente que vê essas carências apenas como um desconforto, um incômodo. Mas essa é uma visão errada. O PIB brasileiro poderia crescer bem mais se a infra-estrutura fosse adequada, se funcionasse de acordo com o tamanho do nosso país, da população e da economia.

Um exemplo simples: hoje, custa mais caro transportar uma tonelada de soja do Mato Grosso ao porto de Paranaguá do que levar a mesma soja do porto brasileiro até a China. Um absurdo. A conseqüência é menos dinheiro no bolso do produtor, menos investimento e menos riqueza no interior do Brasil. E sobretudo menos empregos.

Temos inflação baixa, mais crédito e reservas elevadas, o que é bom, mas para que o crescimento seja sustentado nos próximos anos não podemos ter uma combinação perversa de falta de infra-estrutura, inadequações da política macroeconômica, aumento da rigidez fiscal e vertiginoso crescimento do déficit do balanço de pagamentos. Aliás, o valor de nossas exportações cresceu muito nesta década, devido à melhora dos preços e da demanda por nossas matérias primas. Mas vai ter de crescer mais. Temos de romper pontos de estrangulamento e atuar de forma mais agressiva na conquista de mercados. Vejam que dado impressionante: nos últimos anos, mais de 100 acordos de livre comércio foram assinados em todo o mundo. São um instrumento poderoso de abertura de mercados. Pois o Brasil, junto com o MERCOSUL, assinou apenas um novo acordo (com Israel), que ainda não entrou em vigência!

Da mesma forma, precisamos tratar com mais seriedade a preservação do meio-ambiente e o desenvolvimento sustentável. Repito aqui o que venho dizendo há anos: é possível, sim, fazer o país crescer e defender nosso meio ambiente, preservar as florestas, a qualidade do ar a contenção das emissões de gás carbônico. É dever urgente dar a todos os brasileiros saneamento básico, que também é meio ambiente. Água encanada de boa qualidade, esgoto coletado e tratado não são luxo. São essenciais. São Saúde. São cidadania. A economia verde é, ao contrário do que pensam alguns, uma possibilidade promissora para o Brasil. Temos muito por fazer e muito o que progredir, e vamos fazê-lo.

Também não são incompatíveis a proteção do meio ambiente e o dinamismo extraordinário de nossa agricultura, que tem sido a galinha de ovos de ouro do desenvolvimento do país, produzindo as alimentos para nosso povo, salvando nossas contas externas, contribuindo para segurar a inflação e ainda gerar energia! Estou convencido disso e vamos provar o acerto dessa convicção na prática de governo. Sabem por quê? Porque sabemos como fazer e porque o Brasil pode mais!

O Brasil está cada vez maior e mais forte. É uma voz ouvida com respeito e atenção. Vamos usar essa força para defender a autodeterminação dos povos e os direitos humanos, sem vacilações. Eu fui perseguido em dois golpes de estado, tive dois exílios simultâneos, do Brasil e do Chile. Sou sobrevivente do Estádio Nacional de Santiago, onde muitos morreram. Por algum motivo, Deus permitiu que eu saísse de lá com vida. Para mim, direitos humanos não são negociáveis. Não cultivemos ilusões: democracias não têm gente encarcerada ou condenada à forca por pensar diferente de quem está no governo. Democracias não têm operários morrendo por greve de fome quando discordam do regime.

Nossa presença no mundo exige que não descuidemos de nossas Forças Armadas e da defesa de nossas fronteiras. O mundo contemporâneo é desafiador. A existência de Forças Armadas treinadas, disciplinadas, respeitadoras da Constituição e das leis foi uma conquista da Nova República. Precisamos mantê-las bem equipadas, para que cumpram suas funções, na dissuasão de ameaças sem ter de recorrer diretamente ao uso da força e na contribuição ao desenvolvimento tecnológico do país.

Como falei no início, esta será uma caminhada longa e difícil. Mas manteremos nosso comportamento a favor do Brasil. Às provocações, vamos responder com serenidade; às falanges do ódio que insistem em dividir a nação vamos responder com nosso trabalho presente e nossa crença no futuro. Vamos responder sempre dizendo a verdade. Aliás, quanto mais mentiras os adversários disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles.

O Brasil não tem dono. O Brasil pertence aos brasileiros que trabalham; aos brasileiros que estudam; aos brasileiros que querem subir na vida; aos brasileiros que acreditam no esforço; aos brasileiros que não se deixam corromper; aos brasileiros que não toleram os malfeitos; aos brasileiros que não dispõem de uma 'boquinha'; aos brasileiros que exigem ética na vida pública porque são decentes; aos brasileiros que não contam com um partido ou com alguma maracutaia para subir na vida.

Este é o povo que devemos mobilizar para a nossa luta; este é o povo que devemos convocar para a nossa caminhada; este é o povo que quer, porque assim deve ser, conservar as suas conquistas, mas que anseia mais. Porque o Brasil, meus amigos e amigas, pode mais. E, por isso, tem de estar unido. O Brasil é um só.

Pretendo apresentar ao Brasil minha história e minhas idéias. Minha biografia. Minhas crenças e meus valores. Meu entusiasmo e minha confiança. Minha experiência e minha vontade.

Vou lhes contar uma coisa. Desde cedo, quando entrei na vida pública, descobri qual era a motivação maior, a mola propulsora da atividade política. Para mim, a motivação é o prazer. A vida pública não é sacrifício, como tantos a pintam, mas sim um trabalho prazeroso. Só que não é o mero prazer do desfrute. É o prazer da frutificação. Não é um sonho de consumo. É um sonho de produção e de criação. Aprendi desde cedo que servir é bom, nos faz felizes, porque nos dá o sentido maior de nossas existências, porque nos traz uma sensação de bem estar muito mais profunda do que quaisquer confortos ou vantagens propiciados pelas posições de Poder. Aprendi que nada se compara à sensação de construir algo de bom e duradouro para a sociedade em que vivemos, de descobrir soluções para os problemas reais das pessoas, de fazer acontecer.

O grande escritor mineiro Guimarães Rosa, escreveu: O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Concordo. É da coragem que a vida quer que nós precisamos agora.

Coragem para fazer um projeto de País, com sonhos, convicções e com o apoio da maioria.

Juntos, vamos construir o Brasil que queremos, mais justo e mais generoso. Eleição é uma escolha sobre o futuro. Olhando pra frente, sem picuinhas, sem mesquinharias, eu me coloco diante do Brasil, hoje, com minha biografia, minha história política e com. esperança no nosso futuro. E determinado a fazer a minha parte para construir um Brasil melhor. Quero ser o presidente da união. Vamos juntos, brasileiros e brasileiras, porque o Brasil pode mais.

C/ Imagem Estadão

Líder do PSDB diz que dobradinha Serra-Aécio acontecerá de qualquer jeito

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse na manhã deste sábado (10) que independentemente do ex-governador Aécio Neves (MG) ser vice ou não do pré-candidato à Presidência José Serra (PSDB), ele irá apoiar o ex-governador de São Paulo.

"Essa unidade é natural, desejável e fundamental para ambos os lados, para o partido e para o país. Ela vai acontecer de qualquer jeito. Em Minas Gerais, o Serra tem pelo menos de 9 a 10 milhões de votos a frente [em relação à petista Dilma Rousseff]", afirmou Virgílio no início do evento de lançamento da pré-candidatura de Serra à Presidência, em Brasília.

Sobre os elogios da pré-candidata do PT, Dilma Roussef, ao ex-governador de Minas e chamada chapa "Dilmasia", o líder tucano disse que ficou feliz com o posicionamento do atual governador, Antonio Anastasia (PSDB). "Nós já vimos a demonstração de tucanidade em Minas Gerais quando o governador mandou um recado para a ministra Dilma: doutora, aqui não tem 'Dilmasia', aqui tem Serra", disse Virgílio.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que também está em Brasília para o evento, evitou comentar a crítica de Dilma --que comparou a oposição com lobo em pele de cordeiro-- e disse estar confiante na candidatura do Serra. "Ao longo da campanha o Serra vai prevalecer", disse Kassab.

C/ Folha de S. Paulo

Presidente da Polônia e sua mulher morrem em acidente de avião na Rússia

   (Na foto, o presidente da Polônia e sua mulher, com Camila e o Príncipe Charles)

O avião do presidente da Polônia, Lech Kaczynski, caiu neste sábado (10), durante um voo rumo à cidade russa de Smolensk. O Comitê de Investigação da Procuradoria informou que 96 pessoas estavam a bordo do avião, entre elas Kaczynski. Não houve sobreviventes. Informações anteriores davam que 132 pessoas haviam morrido no acidente.

O acidente aconteceu no meio de um denso nevoeiro, quando o avião atingiu árvores quando se dirigia ao aeroporto de Smolensk. O piloto do avião rejeitou sugestões de desviar o voo até Moscou ou Minsk, a capital de Belarus.

A Procuradoria Geral da Rússia confirmou que o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, estava a bordo do avião que se acidentou neste sábado na cidade russa de Smolensk.  Kaczynski se dirigia à localidade russa de Katyn para prestar homenagem aos milhares de oficiais poloneses executados em 1940 pelos serviços secretos soviéticos.

Líderes mundiais, incluindo o primeiro-ministro russo Vladimir Putin, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, já ofereceram suas condolências à Polônia.

Kaczynski, que possuia menos poderes que o primeiro-ministro mas tinha um papel significativo na política externa, era uma figura controversa na política polonesa. Ele defendia uma agenda de extrema-direita católica, contra reformas rápidas de livre-mercado e favorecia a retenção de programas de bem-estar social.
Kaczynski foi eleito presidente em 2005. 

Além do presidente e de sua mulher, estavam no avião outros altos funcionários do governo, como o chefe da chancelaria presidencial Wladyslaw Stasiak, o chefe do Escritório de Segurança Nacional Aleksander Szczyglo, o presidente do Banco Nacional da Polônia Slawomir Skrzypek, o vice-presidente da Câmara, Jerzy Szmajdzinski, o subsecretário de estado do Ministério das Relações Exteriores Andrzej Kremer e o vice-ministro da defesa nacional Stanislaw Komorowski.

Também estão envolvidos no acidente o chefe do Exército da Polônia, Franciszek Gagor e os historiadores Andrzej Przewoznik e Tomasz Merta.

O avião no qual o presidente voava, um Tupolev 154, foi construído há mais de 20 anos. Segundo informações do governo, já havia sido pedido que os líderes poloneses atualizassem suas aeronaves. É possível que o acidente tenha sido causado por erro do piloto, disse Andrei Yevseyenkov, porta-voz do governo local de Smolensk.

O presidente russo Dmitry Medvedev mandou o Ministro Sergei Shoigu para o local do acidente e formou uma comissão especial encabeçada por Putin para investigar o caso.

A Polônia realizará eleições presidenciais antecipadas após a confirmação da morte de Kaczynski, disse Pawel Gras, porta-voz do governo polonês. As eleições devem ser realizadas até o final de junho. "De acordo com a constituição, temos que realizar eleições presidenciais antecipadas", disse Gras. "Por hora, o presidente da Câmara baixa do Parlamento, Bronislaw Komorowski, é o novo presidente interino."

A morte de Kaczynski, que ao lado de seu irmão era uma força dominante da política polonesa, traz incerteza política. "As consequências políticas serão duradouras, e isso possivelmente vai mudar todo o cenário futuro da política polonesa", disse Jacek Wasilewski, professor da Escola Superior de Psicologia Social, em Varsóvia.

Kaczynski, de 59 anos, foi aliado do líder do partido Solidariedade, Lech Walesa, e junto com seu irmão gêmeo, Jaroslaw Kaczynski, fundou o partido Lei e Justiça, de direita. Ele deixou o partido quando se tornou presidente em 2005, mas continuou a apoiá-lo.

Embora o cargo do presidente seja fundamentalmente simbólico, ele pode vetar leis. Lech Kaczynski enfureceu o governo do primeiro-ministro Donald Tusk muitas vezes ao bloquear projetos de leis, como o que reformava o sistema de saúde do país.

C/ Reuters e Agência Estado

sexta-feira, 9 de abril de 2010

PT e PSDB usam internet para divulgar eventos deste sábado

O PT resolveu nesta sexta-feira (10) utilizar a internet para dar maior repercussão ao debate que a ex-ministra Dilma Rousseff fará sábado (10) com o presidente Lula no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP).  Organizado por seis centrais sindicais, o evento será transmitido ao vivo pelos sites do PT e do sindicato local. 

O PSDB divulgou nota dizendo que decidiu fazer a transmissão do evento deste sábado, no qual lançará Serra ( veja post no blog) à presidência, pelo site do partido. Um vídeo com os presidentes das três legendas foi criado para chamar os militantes ao encontro. Com 189 mil seguidores, a página de Serra no Twitter será uma das ferramentas usadas para divulgar o lançamento. Os partidos querem ainda utilizar outras mídias sociais, como Orkut, YouTube e Facebook, para ampliar a repercussão do evento.

Os tucanos esperam levar cerca de 3.500 simpatizantes ao evento. A apresentadora e modelo Ana Hickmann ( foto) será a mestre de cerimônia.

Já, no PT, a expectativa é que compareçam 800 pessoas no sindicato. Além de Lula e Dilma, o debate servirá para lançar a chapa do PT em São Paulo, com a presença do senador Aloizio Mercadante, candidato ao governo, e da ex-prefeita Marta Suplicy, candidata ao Senado.

Serão debatidas questões relacionadas ao emprego. A jornada semanal de 40 horas e a licença maternidade de 180, que não têm o apoio integral de Dilma e Lula, devem estar na pauta dos sindicalistas.

Os partidos demonstram que a atenção à internet não será exclusivo aos eventos de sábado. No PSDB, uma equipe foi montada pelo comando da campanha para gerenciar as ferramentas virtuais. O núcleo contará com a jornalista e publicitária Ana Maria Pacheco, encarregada de abastecer e administrar o Twitter do Serra.

Enquanto isso, o PT tem incentivado militantes a criar páginas em apoio da candidata. Para utilizar melhor a rede, o PT contratou ainda Marcelo Branco, ex-diretor e um dos idealizadores da Campus Party, maior evento de tecnologia do país, e Scott Goodstein, que integrou campanha de Barack Obama à Presidência.

Ontem, por exemplo, eles criticaram a portas fechadas o desempenho do PT na rede e pregaram a necessidade de o partido "descer do pedestal" e fazer circular dados pró-Dilma. Coordenadores estaduais de comunicação do PT e as assessorias de imprensa dos gabinetes petistas no Congresso ouviram a palestra.

C/ Folha on line

Neste sábado, PSDB lança Serra à Presidência; Lula vai com Dilma ao ABC

O PSDB faz neste sábado ( 10), a partir das 9h, o lançamento oficial da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República. O evento, que será realizado em Brasília, no Espaço Brasil 21, terá a presença de todos os partidos aliados aos tucanos. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está entre os oradores.

No mesmo horário, só que no ABC paulista, a pré-candidata petista e concorrente de Serra, Dilma Rousseff, estará em um ato com seis centrais sindicais de São Bernardo do Campo. O objetivo da campanha petista é fazer uma espécie de "contraponto social" ao lançamento do tucano. A arma de Dilma é a presença de Lula.

No lado tucano, o primeiro a discursar será FHC, por volta das 10h30. Logo na sequencia, será apresentado um vídeo com a trajetória pessoal e política de Serra. Os discursos prosseguem com o presidente do PPS, Roberto Freire, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves discursará em seguida, falando em nome dos governadores. Por fim, por volta do meio-dia, o candidato quem fala é o próprio candidato.

No ABC paulista, o tema do evento com Dilma e Lula - emprego e qualificação profissional - foi escolhido com a recomendação de que era preciso juntar povo no palanque. E é exatamente isso que espera o comando da campanha petista. Aloizio Mercadante, que será o candidato do PT ao governo de São Paulo, também estará no ato.

C/ Agência Estado

Carta mostra que Bento 16 resistiu a afastar padre acusado de pedofilia

A Associated Press (AP) divulgou nesta sexta-feira (9) uma carta, datada de 1985, supostamente assinada pelo papa Bento 16, que envolve o nome do pontífice em mais um caso de abuso sexual cometido por padres católicos contra crianças.

A AP afirmou que teve acesso à carta, assinada pelo então cardeal Joseph Ratzinger, posto ocupado por Bento 16 antes de ser papa. Na missiva, ele resiste à ideia de destituir das funções sacerdotais o padre americano Stephen Kiesle, acusado de abuso sexual. A agência também afirmou que o Vaticano confirmou a assinatura do cardeal na carta.

Segundo a agência, o então cardeal Ratzinger afirmou na carta que o "bem da Igreja universal" precisava ser levado em conta em um ato como a destituição das funções sacerdotais. No entanto, a agência informou que o porta-voz da Vaticano, reverendo Federico Lombardi, disse que "não é estranho que existam documentos com a assinatura do cardeal Ratzinger".

"A assessoria de imprensa não acredita que seja necessário responder a cada um dos documentos tirados de contexto, referentes a situações legais particulares", afirmou. A Igreja Católica vem sendo abalada por várias acusações de abuso vindas de diversos países europeus. As acusações são referentes a casos ocorridos há décadas na Alemanha (país natal do papa), Irlanda, Suíça, Holanda e Áustria.

O padre Stephen Kiesle foi preso em 2004 por molestar uma menina. Segundo a AP em 1978 ele foi sentenciado a três anos de liberdade condicional por conduta indecente com dois meninos em San Francisco. A AP informou ainda que a diocese de Oakland recomendou a retirada de Kiesle em 1981 mas ele não deixou de ser sacerdote até o ano de 1987.

O cardeal Ratzinger assumiu a Congregação para a Doutrina da Fé, que lida com os casos de abuso sexual, em 1981. A AP afirma que a carta, escrita em latim, mostra o cardeal Ratzinger afirmando que a destituição de Kiesle teria um "significado grave" e precisaria de uma análise cuidadosa. Ratzinger ainda recomendaria na carta "o máximo de cuidado paternal possível" para Kiesle.

Kiesle foi sentenciado a seis anos de prisão em 2004 depois de admitir ter molestado uma menina em 1995. Ele atualmente tem 63 anos e está registrado na lista de criminosos da Califórnia.

C/ BBC Brasil

STF nega liminar a acusado de participar da morte de Dorothy Stang

O ministro Cezar Peluso, do STF, negou o pedido de adiamento do Tribunal do Júri que julgará – pela segunda vez – Vitalmiro Bastos de Moura, acusado de encomendar o homicídio da missionária Dorothy Mae Stang, em fevereiro de 2005. Peluso também rejeitou o pedido para que ele responda ao processo em liberdade. A decisão tem caráter liminar e refere-se ao Habeas Corpus (HC) 102757, impetrado no Supremo Tribunal Federal.

De acordo com Peluso, a prisão preventiva de Vitalmiro não é ilegal porque está fundamentada na necessidade de garantir a ordem pública e a instrução criminal, e para assegurar a aplicação da lei penal. Esse último motivo foi destacado por ele porque Vitalmiro teria fugido logo depois do crime. “E esta Corte tem entendimento pacífico no sentido de que a fuga antes da expedição de mandado de prisão constitui motivação idônea para a decretação da prisão provisória”, explicou.

C/ o STF

Dilma reage a críticas ao seu pedido de dobradinha com o PSDB em Minas

Depois de causar desconforto entre aliados ao defender uma dobradinha com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira ( 9) que o eleitor tem o direito de formar a chapa que bem entender.

“Ninguém pode ser autoritário com o eleitor”, afirmou Dilma, após se reunir com o presidente do Chile, Sebastian Piñera, na embaixada daquele país. “Eu respeito o que o eleitor fizer e, sendo assim, você não pode dizer como ele deve votar.”

A polêmica sobre a dobradinha híbrida entre o PT e o PSDB em Minas ocorreu depois que Dilma elogiou o ex-governador Aécio Neves (PSDB), depositou flores no túmulo de Tancredo Neves e, em entrevista à rádio Itatiaia, na quarta-feira ( 7), disse entender a formação da chapa “Dilmasia” ou “Anastadilma”.

Na tarde desta sexta, porém, a petista procurou afagar o aliado PMDB, que briga com o PT para emplacar o ex-ministro das Comunicações, Hélio Costa, na disputa ao governo de Minas. O PT tem dois pré-candidatos ao mesmo cargo: o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel e o ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias.

“Em Minas, eu não só espero como desejo e até apelo para o entendimento”, insistiu Dilma. Na tentativa de acertar o palanque para a petista em Minas, o presidente  Lula avalia que o PT deve ceder a cabeça da chapa para Hélio Costa.

Dilma telefonou para Costa na quarta-feira mesmo e disse ter sido mal interpretada em suas declarações. “Achei estranhíssima aquela história”, contou. “O Hélio entendeu e até brincou comigo, dizendo que qualquer dia iriam perguntar para ele sobre o Serrélio”, emendou, numa referência à união entre o ex-governador José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência, e Hélio Costa.

Prestes a visitar Juazeiro do Norte e Fortaleza (CE), na semana que vem, Dilma fez vários elogios ao deputado e ex-ministro Ciro Gomes (PSB), que quer concorrer à Presidência, mas ainda aguarda uma conversa com Lula para definir seu destino político. O presidente avalia que a eleição deve ser plebiscitária entre Dilma e Serra e gostaria que Ciro desistisse da empreitada.

“Ciro é uma pessoa solidária, firme, generosa. Como é muito inteligente, sempre dá o melhor dele”, observou Dilma. Lembrada de que o deputado – ex-ministro da Integração Nacional – sempre diz que a candidatura dele vai ajudá-la a passar para o segundo turno na disputa contra Serra, a ex-ministra não entrou no embate.

“É a visão dele. Quem sou eu para falar que não?”, comentou ela. Diplomática, Dilma afirmou que não pedirá a Ciro para apoiá-la. “Com Ciro não preciso fazer apelo. Ele é uma pessoa que tem suas convicções e eu as respeito”.

C/ Agência Estado

Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) critica declarações de Lula sobre a Justiça Eleitoral

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) lamentou nesta sexta-feira as afirmações do presidente Lula, em evento promovido pelo PC do B na noite de quinta-feira (8). Lula afirmou que "não se pode ficar subordinado ao que um juiz diz" do que pode ou não fazer, em referência às multas impostas a ele pela Justiça Eleitoral. O presidente da Ajufe, Fernando Cesar Baptista de Mattos, por meio de nota, disse que as declarações do presidente são inaceitáveis, e endossou as afirmações do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.

Leia a nota na íntegra:

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), entidade nacional de representação dos Juízes Federais, vem a público, manifestar-se sobre as afirmações do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro realizado ontem (8):

1. A AJUFE lamenta as declarações do Presidente da República no sentido de que “não podemos ficar subordinados ao que um juiz diz que podemos ou não”. Não é a primeira vez que comentários dessa natureza sobre decisões da Justiça Eleitoral são feitos pelo Presidente.

2. Toda decisão judicial agrada uma das partes do processo e desagrada a outra. Isso faz parte da democracia. Tantas vezes, o então candidato, e agora Chefe do Poder Executivo recorreu e teve seus pedidos acolhidos pelo Poder Judiciário. Os juízes não esperaram elogios por isso, porque estavam cumprindo seu papel, decidindo com independência, de acordo com a Constituição, as leis e as provas apresentadas.

3. Ao ser multado pela Justiça Eleitoral, o Presidente da República, como Chefe de Governo e Chefe do Estado Brasileiro, deveria ser o primeiro cidadão a defender o cumprimento da Constituição Federal e das decisões judiciais, fazendo valer os princípios da harmonia e da independência dos Poderes.

4. No regime democrático - que tantos lutaram para restabelecer no País, inclusive o Presidente da República -, o Poder Judiciário representa a última fronteira do cidadão contra o arbítrio praticado por seu semelhante e contra a violência do Estado, na medida em que seu papel é assegurar o cumprimento da Constituição. Fortalecer o Poder Judiciário e suas decisões é fortalecer a democracia.

5. A AJUFE endossa inteiramente com as afirmações do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, no sentido de que “não se deve fazer brincadeiras com a Justiça”. Lamenta a AJUFE que o Presidente da República se esqueça que os magistrados de todas as instâncias também são membros de Poder e não merecem o tratamento contido em comentários dessa natureza.

A AJUFE reafirma que os magistrados federais com atuação na Justiça Eleitoral estarão atentos para que as Eleições de 2010 transcorram com observância da Constituição e da legislação eleitoral. Se a lei não é ideal, as propostas de alteração devem ser submetidas ao Congresso Nacional para que este examine o seu aperfeiçoamento.

Brasília, 9 de abril de 2010.

Fernando Cesar Baptista de Mattos

Zé Dirceu sobre projeto Ficha Limpa: "A maioria dos deputados é contra e está certa"

A mídia continua irritada, agitando uma campanha que é só sua, e quer porque quer a aprovação na marra, pela Câmara dos Deputados, do projeto que denominou de "ficha suja", a inelegibilidade de políticos que tenham sofrido condenação em 1ª instância judicial.

A maioria dos deputados é contra e está certa. Ninguém pode ser considerado culpado enquanto couber recurso e até julgamento em ultima instância. Está na nossa Constituição e em todas as de países democráticos e civilizados no mundo.

Na verdade, isso é pura demagogia do DEM e do PSDB acusando os governistas de manobrarem para protelar o exame da matéria quando ela continua em discussão normal no Congresso Nacional - agora, ainda na Câmara.

O que o DEM e o PSDB querem, na verdade, é aprovar a lei e depois aplicá-la contra os nossos e absolverem os deles, como vêm fazendo nos casos de compra de votos e abuso do poder econômico dos seus aliados. Como têm o controle da mídia, dão-se ao luxo de fazer essa campanha agora e agir depois desse modo se a lei entrar em vigor.

(Postado pelo ex-ministro José Dirceu em seu blog nesta sexta-feira/9)

Exclusivo: Movimento propõe a 150 mil eleitores brasileiros no exterior o boicote às eleições

Os 150 mil eleitores brasileiros residentes no Exterior estão sendo convocados a boicotar o  cadastramento nos Consulados para atualização e transferência do título de eleitor e incentivados a não votarem nas próximas eleições presidenciais, justificando sua ausência caso não residam em cidade com Consulado ou simplesmente votando em branco. Residem atualmente fora do país, quase 4 milhões de brasileiros.

A decisão de lançar essa campanha – "Não ao cadastramento eleitoral no Exterior e Não às eleições presidenciais" – é do Movimento do Estado do Emigrante que pretende chamar à atenção do presidente Lula, dos candidatos à Presidência da República para a necessidade de o governo abrir uma nova fronteira na política da emigração.  A informação é do dirigente, jornalista Ruy Martins (foto).

O movimento pede a criação de Secretaria Especial da Emigração ou Ministério englobando migração, imigração e emigração; votação pela Câmara e Senado e aprovação de emenda constitucional que permita a eleição de parlamentares emigrantes, com a criação do voto por correspondência normal e eletrônico no Exterior, que os representem em Brasília; e a criação de um Conselho Consultivo Emigrante, eleitos pelos emigrantes, que se reúna uma vez por ano para apresentar reivindicações e discutir a política da emigração do governo.

O movimento Estado do Emigrante  é a continuação do Movimento Brasileirinhos Apátridas (responsável pela campanha vitoriosa em favor da recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes). Caso nenhuma medida seja tomada pelo governo, apelará ao boicote das eleições presidenciais no Exterior.

O movimento se considera enganado pelo Ministério da Relações Exteriores (MRE) que assumiu na II Conferência dos Emigrantes, em outubro de 2009, no Rio de Janeiro, o compromisso de organizar eleições de um Conselho de Emigrantes, em maio, da qual deveriam participar todos os emigrantes com votação pessoal, pelo corrêio ou pela Internet, sem necessidade de título de eleitor.

Como até esta data nenhuma iniciativa foi comunicada pelo MRE aos emigrantes,  o movimento considera que já não existe tempo hábil para tais eleições. Diante disso, o Movimento Estado do Emigrante pede para os emigrantes não transferirem seus títulos, exceto se estiverem renovando passaporte.

O movimento tem um site Internet, www.estadodoemigrante.org , e representantes nos EUA, Europa e Ásia, tendo eleito, por voto direto, no ano passado, um representante pela Europa e outro pela Ásia, no Conselho provisório de emigrantes junto ao Itamaraty.

C/ Informações exclusivas para o blog do dirigente e idealizador do Movimento Estado do Imigrante, jornalista e escritor Ruy Martins, residente na Suíça, lider do Movimento Brasileirinhos Apátridas (veja no post).

Governo dos EUA dá uma "merreca" para vítimas de enchentes no Rio: US$ 50 mil

Com pompa e circunstância, a Embaixada dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira (9) que, por meio da Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID) e do Escritório de Assistência a Desastres Internacionais (OFDA), o governo americano contribui com US$ 50 mil ( o equivalente a R$ 89 mil) para ações de ajuda às vítimas das enchentes no Rio. Até o momento, foram confirmadas 184 mortes pelas chuvas no estado.

Em nota, a embaixada esclarece que está fornecendo recursos para a aquisição de kits higiênicos que serão entregues às pessoas que foram deslocadas de suas casas devido às inundações e deslizamentos de terra ocorridos no Rio. A aquisição do material será facilitada pela ADRA, instituição humanitária que também é responsável pela distribuição dos produtos através das agências de defesa civil do estado.

"Queremos expressar nossas condolências e oferecer nosso apoio ao povo do Rio de Janeiro durante esse período de dificuldade e mostrar nosso respeito pela força e pela perseverança do espírito fluminense na figura dos socorristas envolvidos no resgate daqueles afetados por essa tragédia", diz o embaixador Thomas Shannon.

C/ Outros

O Blog: O dinheiro enviado pelos EUA é suficiente para a construção de duas casas populares.

Ibope revela: 69% dos brasileiros gostam de propaganda, mas reprovam a partidária

Uma pesquisa Ibope Inteligência, encomendada pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap),  aponta que 87% dos entrevistados revelam gostar de publicidade e 67% consideram que propaganda têm relevância em seus cotidianos.

O brasileiro é receptivo às novidades na área de comunicação. Há fartura de exemplos. Mal foi lançada e a rede social Orkut virou domínio nativo. Situação que se repetiu com a rede de miniblogs Twiter, que tem os brasileiros entre seus maiores usuários.

A pesquisa “Como o brasileiro percebe e avalia a propaganda” mostra que 69% do universo entrevistado declaram estar expostos à propaganda de produtos ou serviços frequentemente. E, o que deve soar como música para as agências de publicidade – elemento que podem explorar para convencer anunciantes a pôr à mão no bolso e investir em mídia -, na percepção dos entrevistados propaganda tem caráter informativo (66%), persuasivo (25%) e econômico (10%).

Somente 7% das pessoas consideram a influência da propaganda negativa. Questionados sobre a vida sem a propaganda, 42% dos brasileiros apontam um mundo pior: “mais monótono”, “chato” e “perdido”.

Para a Abap que vem se empenhando firme e forte em combater os mais de 300 projetos de lei que políticos querem ver aprovados para combater a propaganda, a pesquisa torna-se uma arma importante. Aliás, a maior queixa dos entrevistados recai justamente sobre a propaganda política, eleitoral e partidária não é bem avaliada pela população: 76% reprovam, sendo que 57% dos entrevistados não gostam nada e 19% não gostam muito deste tipo de publicidade.

Foram realizadas duas mil entrevistas domiciliares entre 24 de outubro e 2 de novembro de 2009. Foram ouvidos homens e mulheres de 16 a 69 anos, das classes ABC, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte.

P/ Marili Ribeiro- Portal Estado

Rio protesta contra decreto que permite remoção de moradores de áreas de risco à força

Um decreto do prefeito do Rio, Eduardo Paes, publicado ontem (8), está gerando polêmica e já há manifestações contrárias das associações de moradores. Para legalizar a retirada de moradores de aéreas de risco, o decreto permite o uso da força e a participação da polícia para remover as pessoas que se recusarem a sair de áreas ameaçadas.

De acordo com Paes, não há como alterar a decisão de desocupar as encostas. “Ainda há risco de novas chuvas na cidade. Não podemos deixar os moradores em locais de risco”, disse ele, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (9).

O decreto permite, "nos termos dos incisos 11 e 25, do Artigo 5º da Constituição Federal, às autoridades administrativas e aos agentes de defesa civil, diretamente responsáveis pelas ações de resposta aos desastres, em caso de risco iminente, a adoção das seguintes medidas:

1 - penetrar nas casas, mesmo sem o consentimento do morador, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação das mesmas; e

2 - usar de propriedade particular para as ações de emergência que visem evitar ou minimizar danos ou prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas”.

A Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) lançou um protesto contra o decreto, no qual questiona qual será o critério para a invasão, quem decidirá que residência será invadida. “Esse é um caso de polícia? Estão certas de que não”, diz nota oficial da entidade.

A Amast assinala que a tragédia provocada pela chuva pode ainda ser maior. “Não queremos a visita do prefeito lamentando as mortes. Queremos a ação imediata e efetiva dos órgãos públicos competentes para evitar novos desastres”, diz a nota.

O Morro dos Prazeres, onde 17 pessoas morreram em consequência da chuva, se localiza em Santa Teresa.

C/ Agência Brasil

Vice José Alencar desiste de concorrer ao Senado

O vice-presidente José Alencar (PRB) anunciou hoje (9) que não sairá candidato nas eleições de outubro. Ele vinha cogitando sair candidato ao Senado por Minas Gerais.

"Eu convoquei essa entrevista até por sugestão do presidente, porque tive reunião com ele ontem à noite e decidi não me candidatar a nada. Vou cumprir o meu mandato até o último dia, se Deus quiser, e descer a rampa da mesma forma que subi", disse ele.

No começo da semana, em Belo Horizonte, Alencar tinha dito que pretendia retornar ao Senado. "Eu falei para o presidente Lula que ele me tirou do Senado e que vai ter que me devolver o Senado", afirmou.

Questionado na ocasião pelo presidente da instituição, Robson Braga de Andrade, se pretendia disputar o governo estadual, Alencar afirmou: "Eu sou um soldado. Jamais serei candidato meu mesmo. Mas o que eu preciso é voltar para o Senado".

Alencar afirmou que não seria justo sair candidato se ainda faz tratamento contra o câncer. "Eu me sinto, confesso, curado. Estou muito bem, graças a Deus. O sucesso do tratamento é absoluto, mas eu continuo fazendo quimioterapia. Eu não sei se seria honesto colocar meu nome como candidato fazendo uma quimio. Porque eu não posso parar com a quimio. É processo de definhamento do tumor, mas ele ainda não desapareceu."

C/ Agência Folha

TCU descobre consórcio ilegal em uma das obras mais caras do Pac

Uma auditoria do TCU chegou à conclusão de que uma subsidiária da Petrobras pagou ilegalmente R$ 56,9 milhões a consórcios formados pelas construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e OAS na construção do gasoduto Urucu-Manaus, uma das mais caras obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Segundo a Folha de S. Paulo, a obra, iniciada em junho de 2006, foi inaugurada pelo presidente Lula em novembro passado ao custo de R$ 5 bilhões, mais que o dobro dos R$ 2,4 bilhões assinados naquele ano com os três consórcios que dividiram a execução dos 670 km de dutos que cortam a selva amazônica.

Prefeitura sabia de risco em Niterói, mas nada fez

O deslizamento no morro do Bumba em Niterói ocorreu em área instável, de risco conhecido há pelo menos seis anos, informa a reportagem de Fábio Grellet e Elvira Lobato publicada nesta sexta-feira (9) pela Folha.

Bombeiros recolheram 17 corpos e calculam que pode haver mais de cem mortos.

Entre 1970 e 1985, o morro foi depósito de lixo de Niterói e São Gonçalo. Nos 25 anos seguintes, a área foi ocupada por mais de cem casas, segundo os moradores. Cerca de 50 delas foram soterradas.

Em 2004, o Instituto de Geociência da Universidade Federal Fluminense fez um estudo, a pedido do Ministério das Cidades, e constatou que a área tinha alto risco de acidentes e exigia monitoramento constante.

O prefeito Jorge Roberto da Silveira (PDT) disse que ''há estudos a respeito de tudo na cidade''. Em 2004, o prefeito era o atual vice, Godofredo Pinto (PT), que não foi localizado ontem.

Horas antes do deslizamento anteontem, parte de uma casa havia desabado. A Defesa Civil não indicou que a área fosse evacuada.

Em todo o Estado, desde segunda-feira, foram resgatados 182 corpos.

VÍTIMAS 

A maioria das vítimas foi registrada em Niterói (107). Também há mortos na cidade do Rio (55), em São Gonçalo (16), em Magé (1), em Nilópolis (1), em Petrópolis (1) e na região de Paracambi (1).

As chuvas também fizeram com que mais de 14 mil pessoas deixassem suas casas em todo o Estado, segundo levantamento da Defesa Civil. Desse total, mais de 11,4 mil pessoas são desalojadas --estão em casas de parentes e amigos-- e outras 3.200 estão desabrigadas, ou seja, dependem de abrigos públicos.

No morro do Bumba, em Niterói, 60 casas foram interditadas ontem pela Defesa Civil. Os moradores foram para abrigos ou casa de parentes.

C/ Informações Folha de S Paulo

Presidente chileno diz que se vê como modelo a ser seguido por Serra para derrota de Dilma

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, que se reúne nesta sexta-feira, 9, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, disse que existe muito em comum entre ele e o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, e que essas "coincidências" podem "render boas lições" ao tucano.

"Há uma coincidência entre nós. Eu competi contra uma presidente muito popular. Serra terá de enfrentar um presidente muito popular. Há nisso coincidências que podem render boas lições", disse Piñera em entrevista concedida ao Estado.

"Apesar da popularidade da presidente (Michelle Bachelet) e da Concertação (coalizão do governo anterior no Chile) ter ficado 20 anos no poder, sentindo-se escolhida por Deus para governar, nós conseguimos vencer democraticamente."

O mandatário chileno, que encontrou José Serra na quinta-feira, 8, à noite, na sede do governo paulista, disse conhecer "bem" o tucano. "Ele viveu no Chile nos anos 70, é casado com uma chilena e eu tenho muito respeito e admiração por ele", observou.

Oriundo de uma coalizão de centro-direita, Piñera é o primeiro político ligado à direita a governar o Chile desde o fim da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). Além disso, o chileno encerrou duas décadas de domínio no país da Concertação, grupo de partidos de centro-esquerda, do qual fazia parte a ex-presidente Michelle Bachelet.

C/ Informações Estadão

Senador afirma: "Estou fora da chapa palaciana".

Em entrevista exclusiva ao Jornal Folha do Espírito Santo, o senador Magno Malta (PR-ES) descartou qualquer possibilidade de compor uma chapa palaciana nas eleições deste ano. Com isso, entende-se que ele não irá apoiar a candidatura de Ricardo Ferraço (PMDB) ao Palácio Anchieta.

Enquanto os palacianos tentam passar a imagem de que o senador está contemplado com o favoritismo na corrida ao Senado, Malta já começa a aproximação com os palanques de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) ou do socialista, Renato Casagrande (PSB).

Com relação à candidatura de Casagrande, Magno Malta foi categórico ao afirmar que é quase impossível que o socialista recuar da decisão de concorrer ao governo do Estado tendo em vista ao patamar de intenções de apoio à sua candidatura que, inclusive, conta com a do próprio Magno.

Sentindo-se humilhado com as articulações de bastidores, o senador adiantou que “só um milagre” pode fazê-lo voltar atrás da decisão de concorrer na Chapa Palaciana. “Posso antever, analisou Magno, que as eleições para o governo do Estado em 2010 será comparada a de Cachoeiro de Itapemirim, em 2008”. “Quando todos pensavam que daria uma coisa, deu outra”, enfatizou o senador Magno Malta (PR-ES).

O senador está autorizando o governador Paulo Hartung (PMDB), a indicar dois candidatos ao Senado, pois ele, Magno, está fora.

C/ Informações Folha do Espírito Santo

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Senador Magno Malta anuncia rompimento com a chapa do Palácio Anchieta



O senador Magno Malta anunciou na noite de quinta-feira (8), em Cachoeiro de Itapemirim, o seu rompimento com a chapa palaciana, que tem como candidato a governador o atual vice, Ricardo Ferraço. A decisão foi revelada ao jornalista Jackson Rangel - diretor do jornal Folha do ES -, que transcreveu em seu twitter a conversa mantida com o parlamentar. 

Para acessar a íntegra dos posts, clique na imagem acima.

Ciro dá ultimato a PSB sobre candidatura


Em carta postada no seu site, o deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB à Presidência, cobrou de seu partido a confirmação de seu nome na corrida sucessória. Na prática, o ex-governador do Ceará parece perceber que o comando do PSB não tem interesse na candidatura própria, embora ele apareça em todas pesquisas sempre com mais de 10 pontos percentuais, preferindo apoiar a petista Dilma Rousseff. Ciro lembrou que sua saída da disputa, inclusive, pode até reduzir as chances de vitória de Dilma, favorecendo o tucano José Serra.

"Apenas para encerrar um falso dilema que tem ocupado as páginas de jornal, discordo plenamente que minha eventual candidatura acabe prejudicando a estratégia da candidatura oficial. Ao contrário, basta ler as pesquisas de opinião para ver que, quando meu nome é retirado, a vida do candidato do PSDB se torna mais tranquila", diz o deputado em seu texto.

O título do artigo de Ciro, "está na hora do PSB pensar grande", dá o tom do seu apelo ao comando da legenda, afirmando que o movimento será decisivo para que o partido defina "se quer ser gente grande ou continuar pequeno e dependente de outros partidos".

"Está na hora de decidir se vamos alimentar a estrutura e a estratégia dos nossos aliados ou se vamos exercer a opção que a democracia nos apresenta de concorrer com candidatos em todas as instâncias de poder no primeiro turno da eleição. Decidir se nos mostramos ao Brasil como uma força nova, coesa, com discurso afinado e gente decente disposta a melhorar o Brasil, ou se seremos apenas mais um dos partidos que se acotovelam em alianças pautadas pela mera distribuição de cargos e favores", acrescenta.

Deputado defende marca - Ciro avalia que, mesmo derrotada, a candidatura própria ajudaria a consolidar a marca nacional do PSB, abrindo espaço para uma vitória no futuro. "A tese que defendo é que time que não joga não forma torcida. Mesmo que tome de goleada", diz.

"Estou convencido que a candidatura própria do partido à Presidência da República será muito benéfica à estratégia de levar o PSB a ser grande. Se conseguirmos 15% que seja dos votos, significam cerca de 20 milhões de eleitores acreditando na mensagem do PSB. Se tivermos a ousadia de fazer uma campanha casada em todos os níveis poderemos eleger importantes bancadas nas assembleias estaduais, na Câmara e no Senado. Já imaginaram, então, se a nossa mensagem empolgar? E se algum dos favoritos escorregar e cair? Podemos chegar até mais longe", afirma.