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terça-feira, 6 de abril de 2010

Justiça nega pedido de novo júri para casal Nardoni

O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, negou, nesta terça-feira, o pedido de um novo júri feito pela defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte da menina Isabella Nardoni. O Magistrado aceitou apenas o recurso de apelação.

Alexandre foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão pela morte da filha, enquanto a madrasta da menina foi punida a 26 anos e oito meses de prisão. A defesa do casal entrou com a representação pedindo um novo julgamento com base em uma lei antiga, em vigor na época do crime, que garante automaticamente um novo júri para penas maiores de 20 anos.

O júri popular de Alexandre e Anna Jatobá durou cinco dias, de 22 a 27 de março, quando foi lida a sentença. A pena foi agravada pelo crime ter sido cometido contra menor de 14 anos, triplamente qualificado por meio cruel (asfixia mecânica e sofrimento intenso), utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (surpresa na esganadura e lançamento inconsciente pela janela) e com o objetivo de ocultar crime cometido anteriormente (esganadura e ferimentos praticados anteriormente contra a mesma vítima). Nardoni pegou pena maior por ter matado a própria filha.

C/JB on line

terça-feira, 30 de março de 2010

"A sociedade não é palhaça", diz mãe de Isabella sobre pedido de anulação de júri.


A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, afirmou na noite de terça-feira (30), durante missa em memória da menina, que não acredita na possibilidade de anulação do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da garota, condenados pelo assassinato. "Na verdade, nada que foi feito (no julgamento pela acusação) foi errado. As pessoas que trabalharam foi com todo o empenho e toda a capacidade. Para falar alguma coisa, até mesmo na imprensa, tem que haver o mínimo de respeito com as pessoas. Tem que procurar manter o respeito mesmo porque a sociedade não é palhaça", disse, ao ser questionada sobre o pedido de anulação do júri pela defesa do casal Nardoni.

Sobre a condenação do pai e da madrasta de Isabella, Ana Carolina afirmou que "valeu a pena" esperar dois anos. "Era o que eu realmente esperava. Eu esperei muito por isso", enfatizou. Ana Carolina mostrou-se emocionada com as centenas de pessoas que compareceram à missa em memória de Isabella, cuja morte completou dois anos. "Não tenho como explicar. É muito carinho. É isso que me dá coragem para continuar", afirmou.

Além dela, o promotor Francisco Cembranelli, que foi convidado a acompanhar a celebração pela família, também refutou a possibilidade de um novo júri. "Não vai acontecer novo julgamento. Este júri foi o primeiro e último. Acredito que os tribunais (superiores) vão interpretar dessa maneira." Sobre a sentença proferida pelo juiz Maurício Fossen - 31 anos de prisão para Alexandre Nardoni e 26 anos para Anna Carolina Jatobá -, ele disse que "foi suficiente". "O resultado do julgamento para mim foi plenamente satisfatório", completou.

Aplaudido por cerca de 500 pessoas que participam da celebração em memória aos dois anos da morte de Isabella, ele abraçou a mãe da menina, o avô e outros familiares.

O avô materno de Isabella, José Oliveira, disse antes de o padre iniciar a cerimônia que a família "está saindo de uma ressaca de tensão que foi o julgamento".

Ele afirmou ainda que a defesa deu "um tiro no pé" ao "prender sua filha no fórum". Ana Carolina ficou isolada durante quatro dias em uma sala a pedido do advogado Roberto Podval para uma eventual acareação, que não ocorreu.

Antes do início da missa, realizada pelo mesmo padre que batizou a garota, Humberto Robson de Carvalho, foi formada uma fila imensa na porta da igreja para a distribuição de camisetas com a foto da garota.

C/ Informações e fotos G1

domingo, 28 de março de 2010

Pais de Alexandre visitam filho na prisão

No primeiro domingo que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá passam na cadeia após sua condenação pelo assassinato da menina Isabella, Nardoni recebe a visita de seus pais na penitenciária de Tremembé, a 147 km de São Paulo. Antônio Nardoni e Maria Aparecida Alves Nardoni chegaram ao local por volta das 10h, trazendo comida para o filho, e não pararam para dar entrevista à imprensa.

Pouco antes de entrar na penitenciária, porém, Antônio Nardoni fez um breve comentário sobre o veredito anunciado pelo juiz Maurício Fossen no início da madrugada do último sábado. "A pena já estava dosada há dois anos", falou. Ele também disse acreditar na anulação do julgamento: "Neste país é difícil acreditar em alguma coisa, mas nós acreditamos".

C/ Veja on line

Defesa do casal Nardoni vai pedir novo júri na semana

Como divulgou neste domingo (28) o jornal Folha de São Paulo, a advogada Roselle Soglio, que integra a defesa do casal Nardoni, afirmou que sua equipe apresentará por escrito um recurso ao juiz Maurício Fossen pedindo o novo júri automático no decorrer desta semana.

 "O crime foi cometido antes da mudança do Código Penal, e eles têm esse direito", disse.
 Segundo ela, já há casos no Tribunal de Justiça de SP de julgamentos recentes refeitos com base na antiga legislação.

O professor de direito penal da Universidade de São Paulo
 Daniel Pacheco Pontes afirma que o futuro do casal Nardoni também pode ser modificado caso seus filhos decidam prestar depoimento daqui a alguns anos. "Se isso ocorrer, uma revisão criminal será solicitada, o que resultaria na abertura do processo. A ação, válida somente quando seu objetivo é melhorar a vida do réu (in dubio pro reo), poderia diminuir a pena e até absolver os condenados", pontuou.

O advogado Marco Aurélio Nunes da Silva acredita que, depois do precedente aberto pelo Supremo Tribunal Federal – que concedeu a progressão de pena para um caso de crime hediondo, em 2008 –, é improvável que Ana Jatobá e Alexandre Nardoni cumpram a pena integralmente. "Eles serão favorecidos pela lei brasileira, que prevê a diminuição da pena se os réus tiverem bom comportamento, bons antecedentes e se forem primários", explicou.

Para o advogado, Alexandre Nardoni cumprirá no máximo 13 anos em regime fechado, e Ana Jatobá não ficará mais do que 11 atrás das grades.

sábado, 27 de março de 2010

Caso Nardoni: " A justiça foi feita, mas o vazio ficou", diz Ana Carolina Oliveira


"A justiça foi feita, mas o vazio ficou. Minha filha não vai voltar", disse a mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, sobre o resultado do júri que condenou o casal Nardoni pela morte da menina.

Ana Carolina falou, na tarde deste sábado (27), por cerca de 20 minutos com repórteres que estavam em frente ao prédio onde ela mora com pais, na Vila Maria, zona norte da capital. Ela desceu acompanhada de parentes e da mãe, Rosa Maria Oliveira. Durante toda a entrevista, ficou abraçada a uma menina, filha de uma vizinha.

"Minha vida vai entrar em uma nova fase", afirmou ela. Ana Carolina estava tranquila no início da entrevista, mas ficou abalada e chorou quando falou da filha, morta em 29 de março de 2008. Aparentando muito cansaço, Ana Carolina disse que só conseguiu dormir por volta das 5h da manhã pois "a adrenalina estava alta". Ela disse que o juiz Mauricio Fossen foi muito competente, e que a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foi justa. Ela afirmou ainda que estava muito confiante nessa condenação, pois todas as provas estavam no processo.

Ana Carolina também descreveu a sala do Fórum de Santana, na zona norte da capital, onde ficou confinada durante quatro dias. Segundo ela, era uma sala pequena, sem ventilação e sem janelas. Ela chegou a ser encaminhada à enfermaria do Fórum com queda de pressão. Ela disse ainda que a terapia ajudou a enfrentar o momento em que prestaria o depoimento, mas quando falou aos jurados regrediu ao estágio emocional no qual se encontrava há dois anos, quando a filha morreu.

C/ Agência Estado

sexta-feira, 26 de março de 2010

Promotor diz que defesa do casal Nardoni não deve diminuir pena, e elogia trabalho da perícia

O promotor Francisco Cembranelli, após o final do julgamento do casal Nardoni, disse acreditar que, apesar de a defesa ter recorrido à sentença, a pena aplicada a Alexandre Nardoni e Anna Carolina não deve mudar.

Durante entrevista coletiva, ele elogiou a atuação da polícia científica dizendo que o trabalho foi muito relevante durante todo o júri. Cembranelli também avaliou que “a compreensão do júri sobre o crime foi bastante precisa” e considerou que a pena aplicada ao casal foi “adequada”.

Questionado se ele estava cansado, após cinco dias de julgamento, ele disse: não tenho energia pra mil sessões, mas teria energia para mais algumas. Não me sentiria bem fora do tribunal do júri. Não é justo para a sociedade. Sou mais útil para a sociedade aqui. O resultado de hoje me incentiva a continuar com meu trabalho.

Sobre o placar do júri, Cembranelli explicou:

- Seguindo o que a lei determina, quando uma das partes atinge o quarto voto, ele [o juiz] interrompe a votação para garantir o sigilo.

Ao sair do Fórum de Santana, onde durante uma semana aconteceu o julgamento do caso Isabella, Cembranelli fez um sinal de positivo ao público, que respondeu com aplausos.

CONDENAÇÃO:

O júri, composto por quatro mulheres e três homens, condenou Alexandre Nardoni a 31 anos, 1 mês e 10 dias e Anna Jatobá a 26 anos e oito meses de prisão. O casal foi considerado responsável por asfixiar e jogar pela janela do sexto andar do edifício London Isabella Nardoni que, na época, tinha cinco anos.

Às 0h17, o juiz Maurício Fossen retomou a sessão agradecendo a participação do promotor, da defesa do casal, dos jurados e de todas as pessoas presentes no júri. Em seguida, ele falou brevemente sobre a importância do tribunal do júri.

Na sequência, Fossen deu início a leitura dos autos da sentença. Alexandre Nardoni foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão a ser cumprido em regime fechado. Anna Carolina Jatobá recebeu pena de 26 anos e oito meses de reclusão a ser cumprida inicialmente em regime fechado. Ambos por homicídio doloso triplamente qualificado. A pena dos dois foi acrescida de mais oito meses por crime de fraude processual, que eles poderão responder em regime semiaberto. Foi negado aos dois o direito de recorrer da sentença em liberdade.

A pena de Nardoni foi maior que a de Jatobá porque o crime que ele cometeu, segundo a Justiça, foi contra um descendente.

A decisão foi aclamada pelo público em frente ao Fórum de Santana, que chegou a soltar rojões em comemoração à condenação do casal.

Assista ao vídeo com a leitura da sentença:


A reação dos réus

A reação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá instantes antes e depois da leitura da sentença de condenação, na madrugada deste sábado, foi contida - apática até. Antes da leitura, ele derramou apenas uma lágrima e mordeu o canto da boca. Ela não esboçou qualquer reação. Nenhum deles dirigiu olhares para a platéia ou para familiares - presentes no local.

Na platéia, duas famílias viviam sentimentos contrários. Na primeira fileira de cadeiras,estavam sentandos os parentes dos condenados: os pais de Anna Jatobá e o pai e a irmã de Nardoni. Na quarta fileira, os familiares de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella: seu pais e dois irmãos - todos de mãos dadas. Ao lado deles, a escritora Glória Perez.

C/ Veja on line

Casal Nardoni é condenado


O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foi considerado culpado na madrugada deste sábado, 27, pela morte da menina Isabella Nardoni, atirada do sexto andar do prédio onde moravam seu pai e a madrasta em março de 2008. O casal foi condenado por triplo homicídio e fraude processual.

Alexandre Nardoni foi condenado pelo júri a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, enquanto Anna Jatobá recebeu pena de 26 anos e 8 meses.

No caso dele, a pena foi maior porque o crime foi praticado contra a defendente, o que é considerado um agravante. Durante a leitura da sentença, que foi transmitida do saguão do fórum da Barra Funda, o juiz citou que o crime foi praticado com “frieza emocional”. O júri também considerou que Isabella foi asfixiada.

Depois da condenação, jornalistas já saíram para dar a notícia a centenas de populares que se aglomeravam na porta do Fórum de Santana e comemoraram efusivamente a decisão do júri, com rojões, aplausos e gritos.

O julgamento no Fórum de Santana durou cinco dias e reuniu um batalhão de jornalistas, advogados, estudantes de direito e curiosos. Na noite desta sexta-feira, uma multidão estava no local e as emissoras de TV instalaram telões para transmitir o resultado do julgamento.

C/ Informações Estado de S. Paulo

quinta-feira, 25 de março de 2010

Caso Isabella: defesa do casal Nardoni confessa que entrou em júri perdido

O advogado que defende o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá --acusados de matar a filha dele, Isabella, há dois anos-- admitiu nesta quinta-feira que é muito difícil que o casal seja absolvido pelo crime. Ao deixar o fórum, Roberto Podval (foto) disse que não tem "falsas expectativas ou esperanças" sobre o resultado do julgamento. "Entrei num júri perdido", disse. O advogado disse que a única orientação que deu ao casal foi para que dissessem a verdade, pois não ganhariam o júri "tapando o sol com a peneira". "Eu disse: 'fale a verdade. A gente não tem chance, a chance é pequena, e se tiver, é falando a verdade'".

"Durante todo o tempo me perguntavam qual era o coelho na cartola. Taí, não tem nada. Tem a história deles, tem a vida deles, tem a história do que esse pessoal passou", disse Podval, sobre sua a estratégia usada no tribunal.

O público que aguardava o julgamento no lado externo do fórum hostilizou o advogado, chamando-o de "mercenário" e "assassino". O defensor respondeu que a reação só acontecia porque o julgamento não havia sido televisionado como pedido pela defesa, e as pessoas não puderam ver o que se passava dentro do fórum. "Tenho pena dessas pessoas que gritam hoje por Justiça, porque amanhã estarão na porta de um advogado para aplacar a fúria do Estado."

O julgamento, nesta quinta (25), começou por volta das 10h45, com quase duas horas de atraso. Ao iniciar o júri, o juiz pediu desculpas pelo atraso e disse que estava resolvendo problemas administrativos. Desde o início do julgamento, na última segunda (22), sete testemunhas prestaram depoimento. A expectativa é que o julgamento termine nesta sexta-feira (26).

Após o interrogatório dos réus, pode ocorrer a leitura de peças --se solicitado. Depois, será iniciada a fase de debates com a fala da acusação e da defesa --duas horas e meia para cada um. Em seguida, podem ocorrer réplica e tréplica. O conselho de sentença, composto pelas sete pessoas sorteadas no primeiro dia do júri-- se reunirá após a fase de debates para votar os quesitos que determinarão se o casal é culpado ou não pela morte de Isabella, e o juiz lê a sentença em plenário.

C/ Folha on line

Caso Isabella: Jatobá contradiz marido e diz que ele colocou cabeça pelo buraco

Anna Jatobá, em seu depoimento, contrariou o marido na principal prova apesentada contra ele pela perícia. Ao ser interrogado, Alexandre Nardoni disse que não colocou a  cabeça pelo buraco através do qual a filha Isabella foi jogada. O ato, segundo a perícia, deixou uma marca de sangue na camisa dele que só seria feita se tivesse carregado Isabella. Alexandre disse que estava com o filho Pietro no colo.

-Assim que entramos no quarto, eu vi a janela aberta e uma gota de sangue próxima da cama de Pietro. O meu marido foi até a janela, colocou a cabeça para fora, virou para mim e disse: "Carol, Isabela está lá embaixo" disse Anna, contradizendo o marido Alexandre.

C/ Globo on line

Caso Isabella: defesa desiste de acareação com mãe da menina assassinada

(Reportagem de Bruno Tavares e Gabriel Pinheiro)

O advogado criminalista Roberto Podval, que defende os Nardonis, disse nesta tarde que desistiu de uma acareação entre os réus e Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella. A decisão foi tomada durante o interrogatório de Anna Carolina Jatobá, a madrasta. Ele ainda não explicou por que abriu mão do recurso, que foi autorizado pelo juiz.

Neste momento, Jatobá está sendo interrogada pelo promotor Franscisco Cembranelli.

No plenário, ela revelou que viu Nardoni tirando a chave para abrir a porta do apartamento – o que contradiz a versão sustentada até então pela defesa de que a porta havia sido aberta por uma terceira pessoa – e que observou o marido colocando a cabeça para fora da tela de proteção rasgada, para ver Isabella caída.

C/Agência Estado

Caso Isabella: "Houve proposta para livrar Anna Jatobá" diz Alexandre

Depondo desde 10h45 desta quinta-feira (25), Alexandre Nardoni afirmou há pouco que houve uma proposta para ele livrar Anna Carolina Jatobá. “Queriam que eu assinasse um homicídio culposo e tirasse minha esposa. Eu queria apenas descobrir a verdade”, disse, quando era questionado pelo promotor Francisco Cembranelli.

Segundo ele, a proposta foi feita durante seu depoimento, em 18 de abril de 2008, pelo delegado do 9º DP, Calixto Calil. Ele havia sido chamado como uma das testemunhas de defesa, mas ontem foi dispensado pelo advogado criminalista Roberto Podval e não deve depor (posts do Caso Isabella neste blog).

C/ Agência Estado

segunda-feira, 22 de março de 2010

Caso Isabella: júri do casal Nardoni atrasa em São Paulo

O júri do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella, 5 --filha de Alexandre--, não havia começado por volta das 13h30 desta segunda-feira. Previsão inicial era que o júri tivesse início a partir das 13h.

No horário, segundo o Tribunal de Justiça, era feita a conferência de testemunhas. Depois ocorre a fase do sorteio do conselho de sentença, primeiro passo para o início do julgamento. Foram sorteadas 40 pessoas da lista cadastrada no 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana para o júri --sete acompanharão o julgamento. O cadastro inclui pessoas com mais de 18 anos, residentes em São Paulo e sem antecedentes criminais.

No Tribunal do Júri, o juiz coordena o julgamento e condena ou absolve os réus de acordo com a decisão dos jurados. Caso sejam considerados culpados, ele estabelece o tempo da pena a ser cumprida. Caso sejam inocentes, ele os absolve e determina sua soltura. No Brasil, são julgados por júri popular apenas quatro crimes, e no caso de terem sido cometidos com intenção: homicídio, infanticídio, aborto, e auxílio, indução ou instigação ao suicídio.

A expectativa é que o júri se estenda por cinco dias. No total, 23 testemunhas devem ser ouvidas. São três testemunhas de acusação, 17 convocadas pela defesa e outras três comuns à defesa e à acusação --uma delegada, uma perita e um médico-legista.

C/ Folha on line

sábado, 20 de março de 2010

Julgamento dos Nardoni: mãe de Isabella volta a citar ciúme como causa do crime

Às vésperas do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá --acusados de matar Isabella Nardoni, 5, filha de Alexandre-- a mãe da menina, Ana Carolina Oliveira, afirma acreditar na condenação dos acusados e volta a citar o ciúme como a causa do crime.

Em entrevista à Folha Online, por e-mail, a mãe da criança afirmou que não se preocupa em encarar o pai e a madrasta de Isabella durante o depoimento que prestará no julgamento e destaca que apesar da importância de seu testemunho muitas outras provas vão colaborar para condenação dos acusados. "Acredito, sim, na condenação deles", completa Ana Carolina.

A mãe de Isabella também afirmou que acredita que o ciúme de Anna Carolina Jatobá foi a causa do assassinato da criança. Logo após o crime, a madrasta da menina já tinha admitido sentir ciúme de Ana Carolina Oliveira, em depoimento prestado ao juiz Maurício Fossen.

Na ocasião, ela afirmou que o ciúme não era por causa da criança, e sim por que ela e a ex de Alexandre Nardoni --mãe de Isabella-- tinham o mesmo nome e eram parecidas, na opinião dela. "Sempre perguntava para o Alexandre: 'Você ainda gosta dela?' Ele respondia que não", disse Jatobá.

Isabella morreu em 29 de março de 2008, quando foi jogada do sexto andar do prédio onde moravam seu pai e sua madrasta, na zona norte de São Paulo. O casal está preso desde maio daquele ano.

O julgamento do pai e da madrasta de Isabella está previsto para as 13h da próxima segunda-feira. Segundo previsão do TJ (Tribunal de Justiça), o julgamento deve durar cinco dias. Ao todo, 23 testemunhas serão ouvidas. 

C/ Folha on line

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

STJ nega habeas corpus ao casal Nardoni

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por unanimidade, rejeitou nesta terça-feira (1), habeas corpus a Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá – acusados do homicídio da menina Isabela (foto), no ano passado, em São Paulo (SP), onde estão presos.

A defesa pedia, no habeas corpus, a retirada da acusação de fraude processual contra o casal, acusação que lhes foi imputada pelo fato de terem limpado o local do crime logo após a morte da menina.

O argumento apresentado pela defesa foi o de que a Constituição Federal assegura que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, motivo pelo qual o casal não poderia ter, a seu ver, acrescentada à acusação de homicídio também a de fraude processual.

Para o relator do processo no STJ, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, o direito constitucional que garante à pessoa não se auto-incriminar “não abrange a possibilidade de os acusados alterarem a cena do crime, levando peritos e policiais a cometerem erro de avaliação”.
C/ o STJ

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Caso Nardoni: mãe da menina tenta vetar livro

Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella Nardoni, morta em 29 de março de 2008, entrou na Justiça para retirar do mercado e impedir qualquer publicação nova do livro "Isabella".

De acordo com o portal G1, o livro publicado em junho deste ano, no Rio Grande do Sul, já teve 10 mil cópias vendidas.

A obra discorda da versão de assassinato apresentada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

A versão apresentada no livro inocenta o casal Nardoni e defende a tese de acidente doméstico para explicar a morte da menina.

De acordo com Cristina Christo, advogada de Ana Carolina Oliveira, a ação foi enviada ao Fórum Regional de Santana, em São Paulo, terça-feira (29).

A ação é contra o autor do livro, o escritor e médico gaúcho Paulo Papandreu, e a editora e gráfica Pallotti, de Santa Maria (RS), que fez a impressão do material.

Um juiz será designado para analisar o pedido.

Caso sejam condenados, o juiz irá estipular o valor da indenização para a mãe de Isabella.

C/ o Consultor Jurídico.

domingo, 28 de junho de 2009

Caso Isabella: pai e madrasta separados

O Correio Braziliense revela neste domingo (28) que o casal Nardoni está separado. Há 418 dias, Alexandre Nardoni, 31, e Anna Carolina Jatobá, 24, não teriam mais vínculo amoroso.
A informação de que o casal acusado de matar Isabella Nardoni, 5 anos, pôs um fim no relacionamento chegou ao Ministério Público de São Paulo.
E pode desmembrar a defesa dos dois, caso não sustentem em juízo a história que contaram à polícia sobre a noite em que a criança foi esganada e jogada do sexto andar de um prédio da Vila Mazzei, bairro de classe média de São Paulo.
Desde janeiro, Anna Carolina e Alexandre pararam de trocar cartas de amor. A última, escrita por Alexandre entre o Natal e o Ano-Novo, não teve resposta.
Anna Carolina dedica-se à religião e à cozinha comunitária das presas. Segundo fonte da Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, ela não tem mais interesse no marido.
Os advogados do casal, Roberto Podval e Beatriz Dias Rizzo, não confirmaram ao Correio a separação do casal, também não desmentiram. "Eu sei que estão separados porque estão presos em cadeias diferentes. Mas se começarem a se acusar, por questão de ética, só poderemos representar um”, diz Podval.
No mundo do crime, casais que cometem assassinatos juntos acabam divergindo com o passar do tempo, e a separação torna-se inevitável. Eles geralmente deixam de falar a mesma língua bem perto do julgamento.

Foi assim com Suzanne von Richthofen e o namorado Daniel Cravinhos, que tramaram juntos a morte dos pais dela em 2002, em São Paulo. Os dois tiveram como parceiro Cristian Cravinho, irmão de Daniel.

Próximo da formação do Tribunal do Júri, os dois irmãos passaram a acusá-la de planejar o crime e, Suzanne, por sua vez, sustentou que foi influenciada pelo namorado.

Outro exemplo de que o namoro vira pó quando um crime cometido a quatro mãos chega ao tribunal ocorreu com o casal Guilherme de Pádua e Paula Thomaz.

Em dezembro de 1992, os dois usaram uma tesoura para pôr um fim na vida da atriz Daniella Perez, no Rio. Cada um deles pegou 18 anos de cadeia. Cumpriram apenas seis. Paula chegou a ter um filho de Guilherme dentro da cadeia, mas não quis mais ver a cara dele quando ganhou a liberdade.
Advogados apostam em reviravolta também no caso Isabella.

(C/reportagem do Correio Braziliense)