terça-feira, 6 de julho de 2010

Caso Bruno do Flamengo: depoimento termina e menor é liberado pela Polícia

Foram necessárias sete horas de depoimento à Polícia Civil, na Delegacia de Homicídios da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para o menor que confessou envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio ser liberado. Após o interrogatório e algumas contradições, o menino saiu com o rosto coberto, entrou em uma viatura e foi levado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

Segundo o promotor de justiça Homero das Neves, que acompanhou pessoalmente os acontecimentos desde a chegada do menino à delegacia, considerou as declarações passíveis de serem utilizadas em processo.

- A versão do menor é crível e razoável. É um depoimento que tem sentido - analisou. (c/JB on line ás 22h59)

"Quem é Indio", ironiza Lula sobre vice de Serra

O presidente Lula ironizou nesta terça-feira, 6, a escolha do deputado Indio da Costa (DEM-RJ-foto) para vice na chapa do tucano José Serra que disputará as eleições presidenciais. "Não conheço. Não conheço. Eu não sei se é demérito dele ou se é meu. O dado concreto é que eu nunca ouvi falar no nome dele", disse. "Eu não sei se ele tem tanta virtude para ser escolhido a vice", completou. "Mas o dado concreto é que acho que nem eu nem o Serra o conhecíamos." O presidente fez as declarações em entrevista à imprensa, na capital da Tanzânia.

O deputado Indio foi escolhido como vice de Serra, no final de junho, em reunião entre o candidato tucano, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o presidente do DEM, Rodrigo Maia.

Além de ser do Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país e local onde Serra tem problemas de palanque, Indio foi relator do projeto Ficha Limpa, o que os aliados de Serra consideram um trunfo eleitoral. O deputado é ligado a Kassab e ao líder do DEM na Câmara dos Deputados, Paulo Borhausen. É amigo pessoal de Fernando Gabeira (PV).

A primeira e única experiência no Executivo de Indio foi o posto de secretário municipal de Administração, entre 2001 e 2006. O nome dele foi alvo da CPI da Merenda na Câmara Municipal do Rio, que o acusou de favorecer uma empresa na compra de lanche para estudantes. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, que não viu indícios de crime e arquivou o caso. (Com Veja on line)