quarta-feira, 17 de março de 2010

Deputado capixaba arranca de Serra a 1ª declaração sobre royalties " Não se pode arruinar o Rio e o ES"

O governador de São Paulo, José Serra, manifestou-se pela primeira vez sobre a atual polêmica na distribuição de royalties do petróleo. No serviço de microblogs Twitter, ele escreveu: “É correta, @pauloroberto_es, a preocupação de beneficiar todo o país c/ o petróleo, mas não se pode arruinar o Rio e o E. Santo”.

O sinal “@pauloroberto_es” corresponde ao microblog do deputado Paulo Roberto (PMN-ES), que cobrava de Serra uma posição sobre o assunto. As mensagens do governador foram publicadas por volta das 3h desta quarta-feira.

Ainda no Twitter, Serra deu a entender que já tinha essa opinião antes de a Câmara aprovar, na semana passada, a chamada emenda Ibsen, que altera a forma de distribuição de royalties do petróleo. “Foi o que eu disse ao presidente Lula, em reunião no Palácio da Alvorada com outros governadores e ministros, em agosto do ano passado”, escreveu.

As declarações sobre a distribuição de royalties foram uma resposta a comentários do deputado Paulo Roberto (PMN-ES), também pelo Twitter. O parlamentar capixaba escreveu frases como: “A maioria prefeitos capixabas desconhece legislação/cálculo sobre royalties. Tão perfumando BODE e @joseserra_ não fala assunto” [sic]. E disse também: “Entrada SP no jogo, correlação forças muda. Distribuindo royalties via FPE, SP perde mais do que ganha. @joseserra_ cadê vc?”.

São Paulo é um dos Estados produtores de petróleo, mas, diferentemente dos governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, Serra até agora não havia engrossado “o coro dos descontentes”, como observou a jornalista Julia Duailib, em análise publicada no Estadão de hoje.

C/ Portal Estado

Confirmado o que este blog antecipou: pesquisa CNI/Ibope mostra Serra e Dilma encostados


Confirmando informações antecipadas por este blog (confira posts), a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (17) mostra que a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) subiu na disputa à Presidência e encostou no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que ainda lidera.

A diferença entre os dois pré-candidatos caiu de 21 para cinco pontos percentuais. Em novembro, Serra tinha 38% e agora aparece com 35%. Já Dilma subiu de 17% para 30%.

Ciro Gomes (PSB) caiu de 13% para 11%, e Marina Silva (PV) manteve-se estável em 6%. Brancos e nulos somam 10% e não responderam, 8%. 

Além de subir na pesquisa, Dilma ainda viu seu índice de rejeição despencar de 41% para 27%. A rejeição de Serra também recuou, de 27% para 25%.

A capacidade de crescimento da petista também pode ser vista pelo fato de 38% dos entrevistados não saberem quem será o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 6 e 10 de março, em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

C/ Folha on line