segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lula admite vetar dispositivo do pré-sal que afete União

( Na foto: Lula com os governadores Hartung (ES), Cabral (RJ) e José Serra (SP) dos estados produtores do petróleo do pré-sal)

O presidente Lula admitiu nesta segunda-feira (21) a possibilidade de vetar dispositivos da regulamentação da exploração do pré-sal que contrariem os interesses da União.
"Teoricamente, o presidente da República pode vetar tudo. Esperamos aprovar algo que não precise de veto", disse.

Apesar do compromisso do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), de que todos os projetos seriam votados antes do recesso, a obstrução da oposição e a dificuldade para aprovar o acordo do governo federal e governadores jogaram para o próximo ano a conclusão da votação.

Lula está convencido de que as regras para o pré-sal serão aprovadas "nos moldes do acordo dos governadores com os líderes". "O pré-sal é uma riqueza incomensurável. A proposta atual é boa. Atende a todos", afirmou.

Na expectativa do presidente, a votação na Câmara resultará em normas que interessam ao governo federal. "Não é o que interessa para o governo Lula, mas à Federação", acrescentou.. "Esperamos aprovar algo que não precise de veto do presidente", comentou.

Das propostas encaminhadas ao Congresso, somente a criação da nova estatal Petro-Sal foi aprovada. Em fevereiro, a Câmara conclui a votação do projeto de lei que define o modelo de partilha para a exploração do petróleo do pré-sal.

A votação não foi concluída devido ao impasse criado com a emenda dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG) que prevê a divisão igualitária entre Estados e municípios dos royalties do petróleo no mar. Os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), os dois maiores produtores de petróleo do País, se opõem à mudança proposta.
C/ portal Exame

Serra a Lula:"Quando o jogador é muito bom dá para duplicar"

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta segunda-feira ( 21) que dois bons jogadores podem atuar no mesmo time. "Acho que, quando o jogador é muito bom, dá para duplicar. Dá-se um jeito de colocar os dois em campo."
Mas, questionado se a mesma teoria pode ser aplicada à política, saiu pela tangente: "Vamos pensar a respeito." Pela manhã em mais uma metáfora futebolística, o presidente Lula disse não que não sabe "se dois Coutinhos, dois Tostões, se saem bem no mesmo time" (veja no blog), em alusão à possível chapa puro-sangue do PSDB, com os governadores dos maiores colégios eleitorais do país: Serra e Aécio Neves, de Minas Gerais.

O governador de São Paulo, mais uma vez, não quis tratar de questões eleitorais. Indagado a respeito da nova pesquisa presidencial do Instituto Datafolha, divulgada domingo (20), Serra respondeu que não falaria sobre política.

A sondagem mostrou que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reduziu para 14 pontos a diferença que a separa do governador, que lidera com 37% das intenções de voto.
C/ a Agência Estado